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28.7.14

Décimo Terceiro Parte 3 - M.A.D


Ele tinha razão.
Sim ele tinha razão.
Mia estava bastante confusa.

E essa situação paradoxal serviu apenas para aumentar a confusão que tinha em sua cabeça. A reacção de Diego era a que ela menos esperava. Depois de tudo, seria mais fácil ele entrar em berros e desabafos com ela pois sentia-se bastante culpada, e a serenidade com que ele agiu não era o que previa.

Seria mais fácil tomar uma decisão se cada dia que passasse Diego não mostra-se ama-la cada vez mais. E agora com isso, uma reviravolta. Mia não sabia o que pensar e a quem amar.

Perguntava-se enquanto ia para casa o que se passava, porquê que ela não estava satisfeita com Diego? Porquê que tinha de colocar sempre Tiago no meio quando tudo estava certo? Talvez tudo isso fosse porque de facto não queria continuar com Diego, mas todos os pretextos que tinha para não continuarem, não tinham força perante o amor que eles partilhavam. Diego errava, ela errava e perdoavam-se constantemente. Será que bastava ser amada?
Já estava a ficar furiosa com tanta confusão, detestava ser uma pessoa sem decisão, mas talvez devesse tomar uma agora, e de preferência uma decisão humilde e sincera.

Mia chegou a casa, exausta, colocou seus pertences por cima da mesa de pequeno almoço que situava-se no meio da cozinha e fixava seu olhar à parede fazendo transparecer um aspecto muito pensativo.
Laura cortava os vegetais para a salada, enquanto também fritava algumas batatas para comer com a carne de hambúrguer. Já era hábito essa refeição todas as ultimas sextas-feiras de dois em dois meses. Sentiu a presença da filha, mas não virou para verificar se era Mia que ali estava à mesa. Porém como mãe logo sentiu um clima estranho e notava que era mesmo sua filha, mas que não agia naturalmente, pois estava muito calma para a pessoa comunicativa que era. “ Talvez a convivência no centro não à fazia bem”, pensou.
- Querida, não ajudas a mamãe? -Pergunta Laura de uma forma amorosa e mimosa sem receber nenhuma resposta - Filha! – Chamou-a virando-se para constatar a presença de sua querida.
Largou a salada que preparava e dirigiu-se a mesa para sentar com a sua filha. Já fazia tempo que não tinha uma conversa séria com sua filha e sentiu que talvez aquele momento seria o ideal.
- Mia! – Chamou-a novamente, mas dessa vez já sentada ao seu lado e quase sussurrando, tocando o seu braço para que ela percebesse que ela se encontrava ali.
- Mãe! Desculpa. – Respondeu a princesa desorientada.
- Já sabes, eu estou aqui… - Diz sendo interrompida por Mia.
- Mãe não começa com sermões, eu estou bem, o que foi? - Respondeu rude.
- Amo-te querida. – Diz Laura tentado explicar para ela que não esta sozinha.
Mia , ao som daquelas palavras derreteu-se nos braços de sua mãe. Reconheceu o braço estendido e os sentimentos que guardava vieram a tona.
- Mãe, eu não consigo perceber nada! Não percebo se sou eu que provoco as coisas, ou se as coisas acontecem porque têm de acontecer. Porquê ninguém explica para gente o que é viver? Não sei o que é amor mãe? Não sei se sinto algo. – Diz soluçando abraçada a mãe. – Eu não sei quem amo mãe! Eu não sei quem merece! Nem sei se mereço - falou tendo suas palavras acompanhadas por suas lágrimas.
- Oh! Amor… - Lamentou sua mãe. – Desculpa, a vida é mesmo dura, o amor é duro.
- O que faço? – Perguntou Mia a sua mãe olhando para ela envergonhada.
- Dorme, e assim que acordares contas-me o que se passa, e talvez poderei ajudar. – Respondeu. – Entretanto saiba que o que existe hoje, existiu ontem e existira amanhã.
- Ok Mãe…
Pegou sua mochila e foi para seu quarto, tirou a roupa e pegou em sua toalha cor-de-rosa e dirigiu-se ao banheiro.

Havia dias que percebia tudo, mas havia aqueles dias que o que percebia já não fazia sentido, daí que precisava de uma outra forma de compreensão. Mia por vezes era muito filosófica e acabava perdendo-se em conceitos. Sabia que tinha várias opções de ver a vida. Entretanto a ciência nunca encontrava a reposta final e a fé poderia ser resultado da vontade do Homem, ou seja a ciência é tão exacta e lógica, que as coisas que não têm lógica ela não compreende, e a fé exige de nós uma crença quase cega. Mia não aprofundava nem um nem outro conhecimento, preferia ficar neutra. Mas sentia que algo faltava, e ela não conseguia perceber o quê, claro deduzia que era assim que tinha de ser.

Saiu do banheiro, refrescada e novamente pronta para encarar o que a esperava. Como habitual fez um coque alto desleixado e colocou a roupa de noite, desligou o interruptor do quarto e acendeu os candeeiros para criar ambiente confortável para a leitura. Nunca teve tal curiosidade de ler aquele livro que sua avó, mãe de Laura ofereceu-lhe quando completou os seus 17 anos.
" Um especialista em leis levantou-se e, para tentar Jesus, perguntou: Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?
Jesus Disse-lhe: O que está escrito na lei? Como é que lês?
Ele então respondeu: Amarás o teu senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com toda a tua mente, e ao teu próximo como a ti mesmo.”
Ela conhecia todas as palavras, mas era como se estivesse a aprender uma nova língua, e depois desta pequena leitura o que concluiu que não gostaria de ser iludida assim como ela não pode prender seu namorado num amor supostamente inexistente. Desistiu da leitura resolveu mergulhar nas almofadas tentando encontrar a lógica do que se estava a passar, tentado saborear um pouco do mundo de sonhos que tinha em sua mente.

Aproveitava naquele silêncio maravilhoso que tinha sua casa, esvaziar sua mente de qualquer preocupação e de repente lembra-se das palavras de Belinda, sua avó, " Querida, acredita Nele, nada acontece por acaso.” 
Sentia que alguém tocava na maçaneta. Mas a maneira que tocava mostrava dúvida em abrir ou não a porta. Ouviu em seguida um bater de porta suave.
- Mãe? Entre… - Ordenou.
- Olá amor, já estas melhor? – Perguntou Laura meio preocupada.
- Acredito que sim, tomei um banho fresquinho. Ajudou a melhorar o humor. – Retorquiu.
- Ok, mas agora eu quero saber o que se passa, tudo! – Avisou Laura sentando-se na cama meio divertida feito uma adolescente entre as almofadas da cama de sua filha, tentando trazer um pouco mais de alegria para a face da princesa da casa.
- Ok, conto. Mas não tudo.
- Ok… Como queres então. – Diz a mãe.
- De uma maneira muito resumida, o que aconteceu é que estou bastante confusa mama...
- Continua.
- Diego até hoje não consegue dizer-me a verdade. Que ele ficou com a Chila quando estávamos juntos.
- Como assim? Estavam? – Perguntou perplexa.
- Mãe! Estamos juntos, mas penso que ele entregou-se à Chila por minha culpa. Daí que não acho que tenho o direito de ficar zangada.
- Mas querida, não podes continuar assim, sem que ele saiba que tu sabes que ele mentiu. Tu és melhor que isso.
- Sim, mas…
- Antes de continuares deixa-me dizer-te algo. A fase do namoro é a fase em que se pode estudar a pessoa de modos a que se conheça o seu padrão de atitudes, vocês são apenas namorados, e já começaram com as traições? – Perguntou zangada. 
- Mãe, tu não entendes. – Mia respondeu aborrecida, pois percebeu onde sua mãe queria chegar. Ela costumava dizer sempre que pudesse “ Se agora é assim depois só piora, a não ser que aconteça um milagre.” – Já não se fazem rapazes como na tua época mãe! – Diz insinuando que fosse o mais normal que podia acontecer.
- Tu não acreditas filha!? Por isso não esperas. Se ele não valoriza-te como deve ser, alguém valorizará.
- Por favor, não estas a ajudar-me. Só estas a aumentar preocupações para cima de mim.
- Olha, tu deves estar a pensar que digo isso porque sou tua mãe e tu és a minha filha, mas sou mulher também, e sei o que é estar em constante dúvida, mas olha, desculpa, já não digo nada antes de contares o que se passa.
Mia queria fugir dessa, estava quase arrependida de ter tocado no assunto, e foi nesse momento que ela notou o que nunca antes tinha notado. Ela não tinha o tipo de amigas para desabafar, excepto Tiago, o resto eram amigas sim, mas não eram amizades tão profundas a ponto de ela sentir-se a vontade para revelar-se dessa maneira. Deste modo só restava-lhe mesmo abrir-se com mãe, já que falar com Tiago sobre o assunto seria demasiado embaraçoso. Por mais inconveniente que fosse, teria de ser com sua mãe.
- Ok… Eu não consigo zangar-me com ele porque eu dei motivos para ele entregar-se a outra. Eu dava, ou dou mais atenção ao Tiago. – Falando isso murchou como se tivesse reconhecido alguma coisa. – Mas eu não gosto da ideia de ele ocultar isso para mim.
- Porquê que não perguntas? 
- Tenho medo que ele minta oficialmente para mim…
- E o Tiago?
- O que fez o Tiago?
- Brilhas ao pé dele!
- Mãe costuma ter muita luz onde nós vamos. – Seria a justificação mais burra da história da justificações. Era tão óbvio que o rapaz dos seus olhos era ele, sua mãe desatou a rir. - Do que ris? Não tem graça!
- Ok, vamos resumir essa história. – Diz a mãe. – Não me lembro correctamente como é mas é assim “ Porque te preocupais com o que comer, com o que beber, com o que vestir? Será que ao te preocupares conseguiras ao menos fazer crescer um fio só de cabelo na tua cabeça?”
- Quem diz mãe?
- A tua avó perguntava-me sempre isso. Ela queria explicar-me que devemos lutar pelo o que queremos, mas lembrar sempre que não temos o controle de tudo. Daí que a única solução é entregar tudo na mão do Divino e esperar pacientemente pelo esclarecimento.
- Do Divino?
- Sim de Deus… Nada acontece por acaso. Perdoe Diego, mas imponha-te. É assim que eu penso. Oh! - mostrou-se assustada - Deixei algo ao lume! – Laura Levanta-se rapidamente não reparando o quão aliviada ficará sua filha.

Mia sentia-se tão aliviada, e sentiu algo que nunca tinha sentido antes. Uma estranha esperança e satisfação. Mas suscitava-lhe muita curiosidade pois ela queria sentir seu coração a ser abraçado e reanimado muitas vezes mais, assim como aquelas palavras de coragem da mãe a fizeram sentir. Olhou para o seu telefone finalmente. Já não quis fugir a realidade. Fugir Diego. Tinha de enfrentar.
“ Amor, Mia. Não faz isso comigo.”
“ Desculpa, desculpa! Fala comigo!”
“ Mia ainda és minha?”
“ Eu amo-te por isso quero confessar algo que está a matar-me. Mas não suporto ter-te longe de mim! Eu sei que tu só estas com a cabeça quente! ”
“ Diego dê-me espaço, eu pedi-te” – Respondeu Mia por mensagem. 

Apesar de tudo estava esfomeada, precisava de um bom prato de qualquer coisa que fosse. Calçou suas chinelas e fez o caminho para a sala do jantar na lentidão que desejava. Avistou um intruso, que apesar de intruso fazia sair gargalhadas da sala onde estavam. Não sabia como ele conseguia disfarçar com aquele sorriso radiante, ou se calhar não precisava mesmo. Encontrava-se de pé a olhar para aquela imagem de família feliz, mas ficou furiosa embora não demonstra-se. Porque ele invadiu o espaço que ela pediu e já que pensara que o drama do dia já tivera passado.
- Querida, então! Demoraste tanto a sentar-te ou acabamos a tua parte da refeição! – Avisou Jorge, seu pai, indicando o lugar onde ela teria de sentar. Era o único livre, e era exactamente onde ela poderia ficar diante a Diego.
- Então, não avisaste-nos que Diego viria para jantar filha. – Diz Laura fingindo não saber sobre o que se passava.
- Devo ter-me esquecido mãe. – Respondeu atrapalhada.
- Boa noite Mia.
- Sim. Boa noite Diego.
- Continuação de um bom jantar filha. – Diz Jorge, pai de Mia, saindo da mesa, pois já tinha terminado e estava exausto e com várias tarefas ainda para executar antes de o dia acabar.
- Vou para cima também, já terminei. Não esqueça tire a mesa e lave… - Diz Laura sendo interrompida.
- Sim mãe, é de rotina.
- Ok, Beijos para vocês os dois e comportem-se.
Assim que os dois ausentaram-se Mia levantou-se da mesa sem passar nem uma só palavra ao namorado, ex-namorado, o que for que seja. Recolhia estranhamente a louça e levou-a para a cozinha que não ficava distante. Ela simplesmente não sabia o que fazer, deste modo decidiu agir como se ele não estivesse em casa dela. Começava a lavar o primeiro prato quando Diego finalmente abre aqueles lábios para pronunciar a primeira palavra desde que ficaram a sós.
- Mia para com isso.
- Para com isso? O que estas a fazer aqui!? – Diz rude.
- Vim buscar o que é meu… O que achas que eu faria depois de teres-me deixado sem eu ter feito alguma coisa? E depois de eu descobrir que o amor que eu sinto por ti é tão grande que tornou-se tão fácil perdoar-te e compreender-te…
- Vamos ao quintal não quero ter essa conversa aqui dentro. – Diz Mia direccionando-se para fora de casa.
-Ok. Estamos aqui, agora diz-me o que é que queres confessar antes que eu fique mais aborrecida contigo.
- Não haja como se fosses a vítima porque tu não és! Estou a fim de colocar no tabuleiro toda verdade se tu aceitares fazer o mesmo. É assim tão difícil dizer o que se quer?
- Eu pedi que ficasses longe de mim, neste momento eu nem consigo olhar para os teus olhos, sinto-me mal, embaraçada. – Diz Mia lembrando ele que ela pediu um tempo.
- Mia, não é assim que fazem-se as coisas, eu quase…
- Ok, ok me desculpa mas…
- Ok eu vim para cá, deixa-me palavrear… Esse deve ser o momento mais errado para dizer-te, mas talvez seja necessário - fez mais uma pausa deixando a pequena mulher diante a si ficar mais nervosa - Eu tentei da outra vez, mas houve o incidente do Tiago e...- calou-se novamente, dando um longo suspiro. - Eu dormi com a Chila… 
_______________________________
Estamos de volta. E como prometemos no capítulo anterior, cá está o capítulo grande.
Acho que o maior que já escrevemos, são duas mil quatrocentos e vinte uma palavras :D
Espero que gostem


15.6.14

Décimo Terceiro Parte 2 - M. A. D


Sentir seus braços envolverem seu corpo. Oferecendo  assim um ombro para poder chorar a vontade. Nenhum homem faria isso. Ninguém agiria assim depois de tudo que ela tinha dito. Não se perdoa assim, não se supera assim. Apesar de não entender de onde tinha saído o que tinha dito, ela sabia muito bem que não era algo fácil de digerir. 
Afastou-o delicadamente, enxugando as lágrimas que corriam em seu rosto e pôs-se em pé, sobre o olhar atento de Diego. 
- Isso muda tudo! - afirmou com a voz rouca e olhar perdido.
- Isso não muda nada - avisou aproximando-se da namorada.
- Como não? Você ouviu o que disse? - olhava incrédula para o rapaz que agia como se nada tivesse acontecido. - Diego eu falei que queria que fosse ele.
- Você foi sincera, como sempre - esclareceu.
- Você não pode estar bem - disse passando as mãos pelos cabelos. 
- Você ainda está aqui - sorriu para a morena - você está aqui - repetiu.
- E? - questionou.
- E isso significa algo - esclareceu-a.
- E o facto de eu querer estar com ele também, o que significa?
- Que você está confusa - respondeu segurando suas pequenas mãos.
- E que preciso de um tempo - soltou suas mãos e saiu.

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Oi.
Desculpa pelo tamanho, ma o próximo é enorme.
Beijos


6.6.14

Décimo Terceiro Capítulo - M.A.D


Seus olhos não largavam o corpo dele, e ele olhava para suas mãos como se fosse o que havia de mais importante naquele quarto.
Ele não chorava, nem ela. Apenas aguardavam pela reacção que algum deles teria.
O silêncio danificava cada vez mais, quebrava-os um pouco mais cada segundo que passava. Mas falar o quê? Diego não fazia a mínima ideia, e Mia não queria piorar tudo.
Se dissesse que não sabia porque falou aquilo, seria uma grande mentira! Desde a última semana, não havia momento algum que Tiago não estivesse em sua mente. Quando estudava, quando dormia, quando comia, quando era beijada. E era Tiago com quem ela estava indo para a cama, era com Tiago que ela faria amor, era a ele quem ela se estava entregando, ao menos em sua mente era isso que estava acontecendo. 
Mas o que aquilo podia significar? Ele era seu melhor amigo, seu irmão. Porque seria com ele que ela estava disposta a ter a sua primeira vez.
" Porque ele é o certo". Sua consciência respondeu. Diego era muito mais certo que seu grandalhão. Diego chegava a ser perfeito. O namorado ideal. A amava e lhe era fiel. Tiago jamais seria fiel a ela, e se a amava era um amor de irmãos. Ela era a pequena dele, e não a mulher que reinava em seu coração como ela reinava no de Diego.
- Não sei o que dizer além de perdoa-me - cortou o silêncio que já existia a uma hora, ao certo, naquele quarto.
Depois da bomba que ela tinha lançado era a primeira vez que Diego olhava para ela, o seu olhar era triste e ela sentiu seu coração partir, porque apesar do que ela tinha dito, ele ainda tinha carinho e amor em seu olhar, ele ainda a amava. Como podia? Ele devia odia-la. Devia ao menos estar domado pela raiva. Mas apesar da tristeza neles, a delicadeza, o carinho, o amor, mantinha-se presente.
- Eu beijei Tiago - confessou.
- Eu sei - ele respondeu surpreendendo-a.
- Você sabe? - perplexidade e a curiosidade dominavam-a.
- Ouvi quando contaste para a mãe dele - informou-a , ao contrário de seus olhos sua voz não transmitia nenhuma emoção, falava fria e secamente.
- Foi na época que estávamos separados - contou rápido - Foi a única vez - esclareceu.
- Mas mexeu contigo? 
- Foi diferente.
- Você beijou-o livremente?
- Estava carente - disse desviando o olhar dele.
- Você queria ser beijada, ou ser beijada por ele? - disse elevando o rosto dela para poder encara-lo.
- Que diferença isso faz? - perguntou sendo incapaz de entender a questão.
- Você o ama? 
- Ele é meu melhor amigo! - respondeu rapidamente.
- Você o ama? - repetiu Diego
- Ele é meu melhor amigo, caramba! 
- Você o ama, Mia? Amor? De querer ter ele perto, de protegê-lo! De ser o primeiro que você quer falar ao acordar! De levar-te a lua apenas com um sorriso. Amá-lo como você diz amar-me! - disse sobre o olhar atento dê-la.
- Eu nunca amei ele como te amo - falou.
- O que você sentiu quando o beijou?
- Isso tem alguma importância?
- Responde - ordenou.
- Para! - pediu ao namorado.
- Porque disse o nome dele? Porque achou que eu era ele.
- Porque eu queria que fosse - gritou irritada - Porque era ele que estava na minha mente - disse mais calma - Eu achei que fosse ele!

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Há momentos em que lemos o que escrevemos e duvidamos, este capítulo  é um deles. 
Espero que gostem 
E&E

26.5.14

Décimo Segundo PART 3 e PART 4 - M.A.D


Aquele seria o último dia naquele lugar, que por muito que criticavam suas últimas acções viviam deixando no mesmo estado, apesar de usarem químicos mais aceitáveis.  Nos últimos dias estava sentindo seu corpo pedir as substâncias que tinha se habituado a usar, o que deixava-o agressivo e impaciente, agradecia sempre que se senti-se melhor os médicos terem proibido visitantes, não queria que nem sua mãe e nem Mia o vissem daquela forma. Mas ainda não conseguia entender aqueles médicos que estavam ingerindo-lhe aqueles sedativos que tinham quase o mesmo efeito que as drogas, porque naquele momento ele estava sentindo-se nos céus. Mas Mia agora estava com ele.
A porta do quarto se abriu e apesar da imagem desfocada que ele tinha conseguiu reconhecer Diego, e sua amiga que a tempos se tinha mostrado preocupada com ele. Porque os dois estavam ali? Isso era algo que ele muito queria responder já que os dois mostraram nenhum interesse nele que estava deitado naquela cama e quase inconsciente.
Ele segurava ela pelo braço, e dizia-lhe coisas de uma maneira meio agressiva, coisas que ele mal entendia. " Me deixa em paz"; " foi um erro"; " estava carente"; "eu amo Mia". As lágrimas que a rapariga derramava denunciava tudo. Naquele momento ele podia ter o cérebro funcionando de uma maneira lenta, mas até uma criança entendia o que estava acontecendo ali. Diego estava pondo um fim em algo que tinha com ela, pelo amor a Mia, que significava que os rumores que estavam rodando pela escola eram verdadeiros. Ele e a morena que o acompanhava, comiam-se.
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Ela mexia a sua cintura para um lado e para o outro, com calma, acompanhando a música que tocava na aparelhagem, Tonight de Jonh Legend.
Sua garota estava mais feliz que nos últimos dias, ele sabia bem que não era só por ele. Ele tinha que admitir por mais difícil que estivesse sendo que Tiago fazia parte dela, fazia parte da felicidade dela.
No entanto o medo de perdê-la era maior. Ele tinha errado e muito, e por muito que ele soubesse que ela também tinha traído a confiança dele, ele tinha feito pior.
Ele jamais podia ser capaz de conseguir uma rapariga melhor do que a que ele tinha, apesar daquele corpo pequeno magro, dos seios médios e firmes e aquela bunda quase normal, apesar de não estar cheia de curvas. Era o seu coração que o atraia. Seu jeito meigo e carinhoso, que não a abandonava nem
mesmo quando estava furiosa domava-o.
Juntou-se a ela naquela dança calma , sentido suas costas sobre seu peito e sua bunda roçar sobre o seu membro, deixando-o mais atento a qualquer sinal.
Ela inclinou a cabeça ligeiramente para trás fazendo-o ver que tinha os olhos fechados e um enorme sorriso nos lábios.   Colocou suas mãos sobre sua cintura, acompanhando os movimentos deixando-se envolver como ela ao som da música. Podendo simplesmente apreciar ela e ele naquele momento.
A rapariga virou, para poder estar frente a frente a ele, entrelaçou seus braços em seu pescoço, sem parar de movimentar-se ao som da música apoiou-se nas pontas dos pés e tomou os lábios dele.
Seu coração batia velozmente, com uma velocidade semelhante a circulação de seu sangue.
Aquilo devia ser o paraíso, por que nunca antes ela tinha-o beijado daquela maneira, talvez aquilo fosse o sinal, que ela estava preparada.
Sentiu que ela mesmo traçava o caminho para o quarto dele, enquanto cada peça que cobriam seus corpos caiam sobre o chão de madeira de sua casa.
Puxou-a contra ele, empurrando-a sobre a parede, elevou suas pernas até sua cintura, segurava firme suas pernas enquanto seus lábios faziam uma trilha que ele sentia toda a emoção bem em seu membro que em breve podia ser capaz de rasgar o tecido que o cobria.
O sabor de seus mamilos era bem melhor que ele sempre imaginou, ela inteira era melhor do que ele sonhara.
Deitou-a logo sobre a cama, assim que entraram em seu quarto. Não se importou por ver que os seus olhos ainda mantinham-se fechados, talvez fosse por medo. Aquela seria a primeira vez dela, deles. Apesar deseja-se que ela não perdesse nenhum momento, ela devia temer.
Deitou-se sobre ela tomando a sua boca enquanto suas mãos passiavam pelo corpo dela, explorando, conhecendo cada centímetro daquele corpo que muito em breve seria apenas dele.
Sua boca agora explorava seu corpo, e com olhos amava cada centímetro novo que conhecia dela. Seus ouvidos deliciavam-se ao som dos gemidos e da respiração ofegante. Suas mãos tratavam de deixá-la exactamente como ela tinha vindo ao Mundo. O seu cheiro, embriagava-o, deixava-o alucinado, ela seria sua.
- Tens a certeza, meu amor? - Questionou com sua boca sobre a dela, e seus olhos ainda estavam fechados.
- Claro, Tiago - disse ela sorrindo. E intristecendo-o. Ela nunca seria sua, porque ela nunca foi.

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Olá Meninas! 
Tudo bem, espero que gostem do duplo. É um pedido de desculpas.
Beijo Meninas! 

12.5.14

Décimo Segundo Part. 2 - M.A.D


- Não! - disse Jorge pela décima vez naquela conversa.
A introdução, o desenvolvimento e conclusão apresentados por Mia, foram até excelentes e dignos de seu apoio, mas não era o verdadeiro motivo que sua filha queria torna-se voluntária. E enquanto ela não dissesse a verdadeira razão, não podia apoia-la e nem sequer estava se importando com o olhar de Laura.  
O olhar de sua mulher o chamava de hipócrita. Ele podia dizer a mulher que apenas queria sinceridade da parte de sua filha, queria que ela fizesse o que ela tinha feito há alguns anos atrás. Ele não impediria, ele nem sequer era contra o que a filha queria, apenas aumentava o orgulho que ele sentia por ela e por si, por ter sido capaz de tornar-se um novo homem, apesar de o motivo maior ter sido aquela mulher linda que tinha ensinado a sua filha todas as qualidades que tinha, e a mais bela, era de lutar pelo bem das pessoas que amava.
- Pai - implorou - Você conhece a Chila, aquela amiga de Diego - iniciava um novo discurso - Ela também fez isso, antes de ir a Universidade e disse que aquilo ensinou-a a ser alguém melhor - disse vendo que seu pai manteu o rosto de desagrado que tinha desde o momento que ele tinha entendido o que ela estava o pedindo. - Eu pensei que você confiava em mim! - disse triste.
- Seu pai confia - Entreviu Laura rapidamente. - Ele até esta orgulhoso de ti - avisou sorrindo.
- Mas você não está sendo sincera comigo Mia - falou olhando para as suas mãos que estavam unidas as da mulher.
Aquela mulher tinha sido a cura dele no mesmo problema de Tiago há alguns anos atrás. Ele pensou que no dia que ela o viu colocando aquilo dentro de si até convidando-a seria o fim. A maneira que ela tinha ido embora sem dizer-lhe nada, seria a ultima vez que ele a viria, que poderia nunca mais sentir o que ela o tinha feito sentir. Mas não, ela enfrentou até mesmo os pais, para ele ser aquele homem, aquele pai.
- Tiago precise de mim - disse fazed seu pai sorrir.

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Peço desculpas pelo atraso e pelo tamanho do capítulo.
Boa Leitura

4.5.14

Décimo Segundo Capítulo - M.A.D

Feliz dia das Mães. 
Meu mês é muito especial, devido este dia (Eri) 
Resposta aos Comentários:
Ilka: Ele não tinha antes, devido a suposta tentativa de suicídio é obrigatório consultar um. Obrigada por comentar.
Diana: Não ligues, postei aqui depois de comentares o outro, demorei a revisar. Quanto ao Diego... Não sei se esse sentimento mudará! Obrigada por comentar.

Nem sabia que esse capítulo calharia hoje, mas acho que serve para o dia, espero que gostem meninas.

Décimo Segundo Capítulo 

Vendo seu filho com um sorriso enorme nos lábios, teve a certeza que aquela menina era algo mais que uma amiga ou um amor para ele. Mia era a chave para as qualidades de Tiago. 
As lágrimas ainda corriam pelos seus olhos, seu filho já estava longe do perigo, e muito bem acompanhado e não eram lágrimas de felicidades. Eram de nervosismo, angústia. Seu único filho tinha tentado tirar a sua própria vida, e para piorar. A limpeza dos tóxico químicos feita pelos médicos tratava-se de uma situação temporária. Além do uso abusivo de drogas, Tiago não tinha nada de que identifica-se seu comportamento suicida, o psicólogo tinha informado-a que a historia contada por ele podia ser real, apenas precisavam do relatório da polícia para ter 100% de certeza. Tinha sido apenas um acidente, cigarro, álcool e drogas no mesmo lugar, já explicava tudo.
Mas as boas notícias não foram grande ajuda para o seu conforto, ainda havia muito por fazer. Muito por tratar e tudo indicava que faria sozinha. Porque até agora seu marido Tiago, não conseguia largar o trabalho para estar lá, com ela, com o filho. Se era por vergonha, era inadmissível, mas se fosse por culpa ela ainda entenderia, mas nada justificava. Tiago simplesmente não se importava com nada que não envolve-se números. Se não soubesse a eficiência de Carla, secretaria do marido, ele nem devia saber o que estava acontecendo e mesmo assim depois de uma semana ele não estava ali.
- Acho que essa é a minha deixa - avisou Mia assim que Matilde entrou no quarto.
- Eu ouvi quando Diego autorizou-te a ficares - resmungou Tiago, ainda com uma aparência abatida e fraca. 
- Não precisa ir - ajudou Matilde seu filho. 
- Se minhas notas baixarem, culpa vossa - disse apontando para os dois divertida. 
A careta de surpresa e de ofendido feita por Tiago arrancou gargalhadas das duas mulheres que tinham a aparência mais cansada que a sua. 
- Tomei uma decisão - avisou Matilde enquanto Mia sentava-se na cama onde o amigo encontrava-se.
Tiago rodou seu braço pela cintura de Mia, que logo pousou suas mãos sobre o braço agora menos musculoso. 
Os dois sabiam qual era a decisão, seria a decisão que qualquer mãe que amava seu filho tomaria. Decisão que Mia tinha informado a Tiago que tomaria se fosse ela a decidir. E pela mãe, pelas lágrimas que ela derramava, por ele, pelo que ele estava fazendo consigo. Ele iria sem pensar, sem resmungar. Estava na hora dele ver a vida como realmente é, encarar os obstáculos pelo caminho mais difícil. Por ele, por um futuro que ele sonhava, e para nunca mais ele perder aquela rapariga que apertava sua mão com o olhar fixo em sua mãe. Por um futuro com Mia.

1.5.14

Décimo primeiro PART. 4 - M.A.D


Já eram duas horas da manha. Tiago estava ainda dormindo naquela cama desconfortável de hospital. Já fazia tempo que ela não o via. E vê-lo pela primeira vez em muito tempo foi da maneira mais errada. Num hospital.
Matilde já dormia. Por sorte ela conseguiu ver ele acordado por um tempo, depois caiu para os sonhos. Mia estava sonolenta mas não conseguia deixar os olhos fechados. Levantava constantemente para ver se Tiago estava acordado.
Finalmente.
- Tiago? – Perguntou sussurrando.
- Mia? – Respondeu em dúvida.
Ergueu-se suavemente para não fazer estrondo. Levantou sua cadeira e a colocou perto do limite da cama de Tiago, para facilitar falar com ele face a face.
- Estas bem? – Perguntou sabendo a resposta.
- Sim. – Respondeu criando um silêncio estranho.
Nunca tinha visto antes, depois de 4 a 5 anos de amizade, lágrimas em seus olhos ainda machucados, mas encantadores, escorriam por seu rosto.Soluçava e gemia levemente. Mia não sabia o que fazer, o costume era ela estar nessa situação. Mas desta vez ela tinha de ser forte pelo moreno. Tinha de ser feliz, otimista, e conselheira para ele.
- Grandalhão, não compreendo o que tu fizeste, ou o que estas a fazer com tua vida. Mas nós vamos sair desta juntos. Eu vou ajudar-te e tu vás ajudar-me a fazê-lo. Mas não te desmorones.
- Mia, desculpa. Eu estou cansado, estou cansado de viver, estou cansado de sofrer. Nada faz sentido. – Disse chorando amargamente.
Mia levantou-se apertou sua mão dizendo. - Eu amo-te, eu amo-te és uma das 7 maravilhas desse mundo para mim. Eu não consigo ver-te sofrer. Nós vamos fazer isso, vamos sair dessa, juntos - Deu-lhe um beijo na testa e abraçou-o.

25.4.14

Décimo Primeiro Parte 3 - M.A.D


Por vezes errava, mas depois reconhecia. Sabia que a sua ignorância e egoísmo custou à sua amada uma grande amizade. Ela ainda não sabia, e claro, ele tinha a resposta. Por amor a ela afastou-se, a seu pedido! Talvez a iria perder, mas decidiu que não podia ganhar com batota, e de qualquer forma sua consciência já pesava tanto que acabaria por estragar a relação.
-Amor onde estas? Estas mesmo aqui comigo? –Perguntou meiga sentada em seu colo com os braços cercando o seu pescoço. – Viajaste mon aime ( meu amigo em francês), mon copin ( meu namorado em francês)? – Perguntou tocando suavemente os lábios do machão.
- Olha preciso confessar algo. – Disse colocando-a tensa.
- O que foi? Não vais estragar o meu dia pois não?- Perguntou.
- Espero que não. É que nunca é a hora certa para dizer, e eu já não aguento mais omitir o que fiz. – Justificou-se antes mesmo de explicar.
- Diz lá! Já não gosto disso.
Como se o mundo conspirasse, o telefone de Mia toca, não permitindo que Diego revelasse o seu segredo.
 Era Matilde, mãe de Tiago. Estava desesperada e não se podia entender nada. Era Tiago. Foi levado ao hospital de emergência.
Nada mais era importante naquele momento. Mia entrou em choque Diego pode notar. Sentia-se uma péssima pessoa, uma péssima amiga. Ela bem sabia que Tiago não estava bem psicologicamente. Mas não teve culpa ele foi quem à afastou.
Nunca esteve tão sentida como nesse dia, tanto que quase perdia os sentidos. Quis movimentar-se dirigindo-se para fora de casa do seu namorado. Mas não via-se movimentar, como se estivesse presa dentro de seu corpo, sem reacção. Sentiu as mãos fortes segurando-a de modos a que à colocasse sentada. Não entendia seu sentimento, não era normal que isso acontecesse. Sempre levava na desportiva, e nunca entendia porquê as pessoas mostravam-se chocadas por quase qualquer coisa que acontecia com seus familiares, amigos, amados.
Diego tirou o telefone da sua mão, sem entender o que se passava. Foi correndo para cozinha buscar água. Não se sabe como é que em cerca de segundos uma pessoa passa a parecer que não bebe água há muito tempo.
Chegou na sala de estar e deu-a de beber, ainda sem dizer nada para além de “ Acalma-te amor, por amor de Deus”.
- Mia diz-me o que se passa , o que aconteceu que já me colocas doido! – Diz espantado com a situação.
- Diego, eu não sei o que se passa… - Diz começando a chorar de angústia. – Matilde ligou para mim, e chorava… - lamentou. 
- Aconteceu algo com Tiago? – Perguntou realmente preocupado.
- Sim leva-me ao hospital Diego por favor querido, preciso ver meu amigo. – Pede Mia já compondo-se. 
Não entendeu. Pensou que mais uma vez Diego ia reclamar de como ela  dava, supostamente mais importância ao amigo do que a ele.
Fizeram média de 15 minutos na estrada. Chegaram para o hospital e informaram-se e encontraram Matilde acompanha dos tios de Tiago Mendonça.
Assim que a senhora elegância a avistou levantou-se e foi logo ter como Mia a porta da sala de espera. Abraço tão caloroso, amável , zangado, envolto. 
- Querida porquê? Porquê deixaste o teu amigo querida. – Perguntou sussurrando em seu ouvido ainda abraçada a princesa de seu filho.
- Não sei tia? Desculpa! Eu não pensei que fosse assim! – Diz consolando-se.
- Por favor desculpem. – Interrompe Diego. – O que aconteceu?
- Ele incendiou o seu quarto, eu não sei se foi sem querer ou se quis… - Respondo Matilde recebendo um abraço de consolo do Diego.
- Ele está pedindo socorro querida, meu sobrinho é muito melhor. – Diz Diana, a Mulher de Armando, o tio de Tiago, passando a mão pela costas de Matilde.
Era uma situação verdadeiramente lamentável. Seu único filho estava tão mal a pontos de colocar fogo no quarto. Não sabia o que fazer, mas sabia que o erro partia de como ela cuidou da criança durante o crescimento, com frieza e muita ausência. Depois de tanto tempo, ficava muito difícil remediar o erro. Sair da miséria de uma vida para a vida que supostamente todos devem ter. Já passaram de chamadas de atenção, brigas, soluções efémeras, separações, psicologia, ciência mas todas as respostas eram insuficientes e incapaz de encher o vazio que havia nela, e o vazio que tinha a certeza que reinava no coração de seu marido e seu filho.
Pensava tantas coisas, questionava-se se o que causou isso é o seu sucesso financeiro ou a sua falta da habilidade para socializar com sua família. Perguntava-se se era a natureza do mundo viver em agonia, se é que Deus realmente fez o homem para ser feliz. Mas no fundo sabia que havia saída e que haverá sempre, só faltava encontra-la. Pelo menos seu irmão Armando depois de 10 anos sem comunicação voltou quando ficou sabendo do facto. Eram irmãos era o mínimo que podia fazer.
Pela primeira vez na sua vida Diego conheceu o que é amar sem temer, sem sentir nenhum tipo de insegurança ou ciúme. Não contava que ao presenciar a manifestação de amor daquele dois iria sentir-se tão aliviado.
Mia estava apoiada ao ombro de Matilde enquanto sentada e sua mão segurava a de Diego. Os tinham informado que Tiago já estava fora de perigo, foi apenas um susto. Desmaiou por causa da inalação de fumo, mas seu estado já era crítico antes do mesmo. Desta forma descobriram que é um consumidor depois de várias análises. Os médicos sugeriram que ele ficasse uma noite de observação, para o estudo do seu comportamento, já que aparentemente foi uma tentativa de suicídio.
- Obrigada pelo apoio pessoal. – Declara Matilde aliviada mas muito cabisbaixa – Eu vou passar aqui a noite.
- Matilde por favor deixa que eu faça o mesmo!- Exclama Mia olhando para os olhos do namorado, como se a espera de aprovação.
- Filha amanhã tens aulas, é melhor não. Nem tenho a certeza se nos vão deixar ficar no quarto. – Diz a dona te toda elegância.
- Olha eu provavelmente sou uma das melhores alunas daquela instituição. Uma noite não vai alterar o facto. – Respondeu de modos a persuadir sua segunda mãe deixando toda modéstia para trás.
- Tudo bem – Respondeu.
- Olha, querida irmã. – Diz Armando. – Tens de te manter de pé. E lembra-te que para viver nesse mundo, deve se saber como. Estamos aqui e depois já não estaremos, é necessário entender isso e esclarecer o modo que praticas a tua fé. Se tens fé.
- Obrigado maninho. – Responde relembrando os velhos tempos.- Não sei como nunca tens a tristeza estampada na tua face, é incrível. – Sem acabar a frase abraça seu irmão mais novo livrando seus pensamentos  para fora de sua mente.
- Nunca mais deixe-me de fora da tua vida Matilde. Somos muito diferentes, mas somos irmãos. – Armando dá-lhe um beijo e sai com sua mulher.
- Ok, Matilde. Já vou andando então. – Avisa Diego ainda com dó pela situação, e despediu-se de sua namorada. – Amanhã cedinho trago uma roupa para trocares e alimentação. – Continuou.
- Muito obrigada meu bebe. Estas a ser um amigo para mim, vou acompanhar-te até lá fora. – Responde Mia deixando Matilde só com Tiago.

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Minha irmã ficou obcecada pela Selena Gomez. Já não sei quantas vezes ouvi "Who Says"
Bem decidi começar a responder os comentários, aqui para que possam ler.
Obrigada, e sim tivemos uma boa pascoa, e espero que vocês também.

Ilka: Não culpes o Diego, coitado. Fizemos as nossas escolhas e enfrentamos os nossos obstáculos sozinhos. Tiago escolheu sozinho esse caminho. Obrigada por comentar!
Diana: Dá mesmo dó dele. Mas são escolhas que têm as suas consequências. Diego, bem ele terá o castigo perfeito, penso eu. Sim, tivemos e espero que tu também.
Princess: Ainda bem, ficamos felizes por isso. Já em baixo divulgarei e passarei por lá.
Divulgação: Fellings

20.4.14

Décimo Primeiro Capítulo Part.2 - M.A.D

Feliz Páscoa, Meus Amores
Um Domingo abençoado para vocês
Estou feliz, iremos poder dedicar nosso tempo só para vocês.
Teremos uma longa pausa das aulas :)
Espero que gostem
E&E
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Décimo Primeiro Capítulo Parte 2
 

Alguns não ligavam, outros riam, uns sentiam pena, outros tentavam ajudar. Uns ficavam felizes por ele estar pelo menos lá. Mas não era o mesmo rapaz, não era mais o bonitão, dono de todas. Estava mais para um sem abrigo, do que filho de empresários de sucesso. Provavelmente já nem se lembrava do caminho para o ginásio ou para a cozinha de casa, isso sem contar que o rosto dele já estava escondido pelos pelos faciais e o cabelo cujo ninguém alguma vez viu tão grande.
Tiago Mendonça, do mulherengo para um desajeitado. 
Observá-lo era o que Chila mais fazia nos últimos meses. Analisava seu comportamento e reações, e até mesmo apaziguava algumas brigas que ele se metia. Tiago era alguém insignificante  para ela, mas um ser humano que existia no Mundo e que frequentava a mesma Universidade que ela. Mas frequentarem o mesmo andar desde o início era impossível não saber quem ele era. Ainda mais quando Diego o odiava horrendamente.
Tinha que fazer alguma coisa, ela precisava fazer alguma coisa. Não podia ficar de braços cruzados e vê-lo naquele estado. 
Heroína ou cocaína é o que circulava no sangue dele, a ansiedade, a impaciência, a aparência, denunciava o uso. 
Seguiu-o, sem mesmo saber para onde ele ia. Já havia tanta coisa errada que ela estava fazendo nos últimos tempos que ela precisava recompensar. Talvez seu castigo não fosse tão duro.
- Tiago - chamou antes que ele entrasse no banheiro masculino.
O rapaz que estava com a aparência digna de um hippie, encarou-a sem qualquer emoção que pudesse identificar. 
Os seus olhos pareciam estarem a ser forçados a manterem-se abertos, seus lábios estavam estão secos que parecia que não vinham nenhum líquido a muito tempo.
Desceu seu olhar rapidamente para os braços nus dele. 
Seu horror ou mesmo pena, devem ter denunciado que ela viu as marcas de injecção em sua pele pois o rapaz cobriu rapidamente. 
- Sei como ajudar-te - avisou-o.
- Não preciso de ajuda - respondeu.
- Não vai ser fácil, mas sairás dessa - aproximou-se fazendo-o recuar - Tenho meios para ajudar-te.
- Deixa-me em paz - ordenou rude.
- Por favor - disse com dó ao rapaz.
- Fica longe - disse fechando as mãos para manter-se calmo.
- Tiago você precisa de alguém por perto - falou - Posso não ser eu - avisou - Pode ser a Mia...
- Olha aqui - disse empurrando-a contra a parede e com suas mãos já em seu pescoço - Se você diz algo para a Mia eu juro que eu mato você - disse apertando cada vez mais.
Chila manteu o olhar fixo no dele, apesar de sentir o ar faltar. Ele precisava de alguém em quem confiar. De alguém que não tivesse medo. Ela sabia como isso funcionava. O voluntariado ensinou-lhe isso. Como também ensinou-lhe que a pessoa mais importante pode ser o melhor remédio ou a pior droga.

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Comentários respondidos aqui
Comente e seja mais um seguidor.
E continuação da curtinha aqui

13.4.14

Décimo Primeiro - M.A.D + Presente

Prometi e cumpri!
E eu tenho 100 comentários ...
100... Hahahaha! Pobre mesmo contenta-se com pouco.
:) 
Capítulo para vocês e o presente por ocuparem o vosso tempo vindo aqui mostrando-me que alguém lê o nosso trabalho. 
Obrigada :)
Leiam as notas finais
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Décimo Primeiro Capítulo 



A sua pele era macia e delicada, sentia seus lábios mornos beijando sua pele numa calma que chegava a tortura-lo. Ele queria avançar, ele queria satisfazer-se, libertar o fogo que ele continha a anos. Não queria aquela história de sensações e emoções. Ele só queria prazer, satisfação. Apagar o fogo que ele acalmava imensas vezes nos últimos  tempos.
Elevou as pernas grossas e nuas, apoiando o corpo dela sobre a superfície  que era a pedra da cozinha, encaixou-se no meio das pernas dela e pressionou o corpo dela contra o seu, roçando as suas intimidades, fazendo a gemer no seu ouvido, provocando-lhe uma corrente de energia que se pareceu e explodir bem no seu membro.
Tomou os seus lábios com urgência. Esquecendo a delicadeza e o carinho. Aqueles lábios pareciam não merecer o romantismo que ele sempre dava as mulheres. Ele queria dar, porém era uma tarefa que ele era incapaz de cumprir.
Mas ela acompanhava-o como se não se importa-se de quão bruto ele estava sendo. De como ele arrancou a cueca que cobria a sua área mais sensível. Se era assim que tinha que ser para tê-lo, ela teria. Por muito tempo que queria estar em seus braços e aquela era uma oportunidade única.
Sentiu dedos frios tocando-a, fazendo a gemer alto. A onde de calor espalhou-se bruscamente por seu corpo fazendo-a contorcer-se, prendeu seus braços com mais força sobre o pescoço dele, enquanto sentia os dedos agora mais quentes penetrarem-a.
- Quero-te - sussurrou no ouvido dele com a voz rouca e sem fôlego.
Suas mãos já se encontravam com o zíper dos jeans enquanto os lábios que estavam em sua boca sugavam seus mamilos e seus dedos ainda no interior dela.
- Diego - gemeu sentindo que iria explodir muito em breve.
Sentiu sendo preenchida fazendo-a gemer mais alto, esquecendo-se que tinha seus pais dormindo e quão errado era aquilo.
Os movimento que ele fazia estavam sincronizados com os gemidos que deixava escapar, delicadamente fê-la deitar seu tronco sobre o balcão, aumentando a velocidade das suas investidas e o volume dos gemidos dela. Cobriu rapidamente sua boca, abafando seus sons com suas mãos.
Sentiu ela tremer bruscamente e contorcendo-se e sorriu. Como ele sentia falta daquilo, mas não era a ela que ele queria satisfazer daquela maneira. Não era ela que ele queria estar preenchendo naquele momento. Era Mia, e não Chila. Mas ele precisava.

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Confuso o capítulo, não é? Vocês entenderam mais adiante.
Culpem-me pela preversidade, não querendo deixar a Elda envergonhada
E aqui está o meu presente para vocês, e se gostarem divulguem meninas 
-> Presente <-
Beijos!
Comente é Divulgue!

12.4.14

10 Capítulo PART 3 - M.A.D

Não mereço perdão nem nada parecido. Mas peço desculpas, está ficando complicado para mim, o que me faz sentir péssima. Não que tenha centenas de leitores para me justificar, mas os que tenho são tudo que eu poderia pedir. Desculpem-me. Agora sendo seria. Todo o Domingo e com bônus Jemi para vocês. Começa o Bônus amanhã mesmo :) 
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Capítulo 10 . 3ª parte.

- Amo, amo, amo, amar-te. – Declara Diego enquanto suas pupilas alastram. - Nunca pensei que fosse a mim que entregarias o teu coração. – Respondeu tão sincero quanto podia ser. – Nada ou ninguém há de nos separar. – Continuou fortalecendo a sua declaração.
Em tempos, Diego vivia reclamando de como Tiago era o primeiro refúgio dela,  Tiago daqui e acolá. Este facto era uma parede que os separava do amor que era suposto terem um pelo outro. Depois do desaparecimento do moreno da vida de Mia ficou claro que dividir o amor diminui a intensidade como se demonstra, mas talvez não muito como se sente. 
Talvez fosse o facto de ela entregar-se finalmente por completo a seu companheiro. Ou o facto de se sentir rejeitada fez com que ela amasse mais quem à aceitou. 
Entretanto nada poderia apagar o facto de que por um bom tempo quem à apoiava de baixo para cima era seu querido, irmão, amigo, grandalhão. Já começava o dia perguntando porquê, como se não bastasse acabava por perguntar porquê não. Não era exatamente o que ela queria, elimina-lo de sua vida. Mas de qualquer forma não sabia exatamente o que queria. Estava confusa sobre a possibilidade de estar confusa, assim como não entendia o que realmente aconteceu para todo essa reviravolta, não estava triste, feliz ou infeliz. Simplesmente estava. Estava a usufruir daquilo que ao menos tinha, amor de sua família, amor do Diego, amor por ela própria. Mas como estaria seu amigo? Bem? Mal? Abandonado?
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Reparei agora que nem capítulo isso é!
Que vergonha ( momento que só emoji explica)
Amanhã resolverei isso amores

4.4.14

Décimo Capítulo PART. 2 - M.A.D

Tiago encontrava-se mais e mais dentro do género de vida que ele nunca sonhou ter. Pelo menos foi sortudo o rapaz não ter apresentado uma queixa. Talvez por medo, pois sabia que ele seria culpado de estupro se denunciasse Tiago. Não sabia o que fazer a seguir. Não percebia coisa alguma, mas conseguiu tomar uma decisão ao menos. Depois de ter quase morto alguém já não via prazer em consumir substâncias entorpecentes. Mas o vício ainda estava activo e precisava de ajuda, queria ajuda, mas tinha vergonha de explicar para quem quer que fosse, e a única pessoa a quem conseguiria distanciou-se dele, totalmente.
Não sabia de onde o seu amigo buscava as drogas, e agradecia por não saber. Desta maneira saia desta facilmente. Bastava mandar para o lixo aquele a quem chamava amigo.
- Tiago! – Matilde chamou na esperança que ele saísse da varanda de seu quarto- Filho? Já comeste alguma coisa?- Perguntou assim que o viu.
- Sai do meu quarto Mulher, não quero-te aqui. – Respondeu grosseiro.
- Quarto é seu, mas a casa é minha, minha - Repreendeu. - Estou preocupada! Quase nem comes,  o que se passa?  – Questionou ferida e histérica.
Tiago suspirou e ignorou-a como se nem tivesse ouvido.
– Tu vás comer a bem ou mal, se não aceitares sais da minha casa, pois ela não é um museu onde ficam coisas mortas! – Disse fazendo referência ao estado físico de seu único herdeiro.
Sua mãe esforçava-se para saber o que  realmente estava a acontecendo com ele. Mas tinha dificuldades, nunca foi tão presente e nem amiga. Tentava, mas não conseguia. Era a menina que o tirava das ruas, que o repreendia, repentinamente desapareceu daquela casa levando a alegria com ela. Há tempos que já não via seu filho nem estudando, nem fazendo confusão, simplesmente nada.  Ele simplesmente estava ali, porém invisível, comportava-se como se não existisse. Saía pela manhã com uma mochila e voltava a noite, mas os cadernos e livros continuavam no mesmo sítio, em casa, por baixo da cama. O bom é que já não ouvia falar de Tony, o que deixava-a um pouco mais tranquila. Suspeitava que era talvez excesso de álcool ou alguma depressão, alguma coisa análoga, mas negava o que suspeitava, pois ela nunca daria a luz a um filho que se perdesse no mundo. Um filho doente. E de maneira nenhuma envolveria médicos. Certamente que é o amor pela amiga. Pois ela desapareceu. O que ele precisava era conhecer novas pessoas.
Pegou no prato de sopa e colocou ao lado dele. Nem sequer um olhar trocaram, ele estava noutro mundo. E sua mãe nunca tinha saído do dela.
- Vou viajar durante um mês, querido. - avisou - Sei que não queres falar comigo e que gritei contigo. Mas amo-te muito - disse apercebendo-se da ausência de reacções vindas dele - Deixei muitas comidas feitas na geladeira para te alimentares -  avisou-o acalmando os ânimos.
- Vai, foge. É o que sabes fazer. – respondeu frio e trêmulo fazendo escorrer uma lágrima dos olhos de sua mãe.
- Eu não sei o que queres de mim filho? Dou-te tudo, tens tudo que sempre quiseste, todo o sucesso que tenho é por ti. – Falou soluçando.
Tiago gargalhou, espalhando a sua ironia e desprezo pelas palavras citadas. Como se o sucesso dela muda-se alguma coisa. Talvez se não lhe fosse dado tudo que desejava as coisas seriam diferentes.
- Deus, o que eu fiz de errado? – sentou-se, fraca , lamentando. Ela era mãe e o amava de verdade, mas não era fácil para ela demonstrar o seu amor pelo filho. Não tinha ainda se apercebido que não era de coisas que o filho precisava mas sim dela.
- Por favor, por favor… diz-me o que faço – Perguntou ainda sentada na beira da  com os olhos fixos na sombra de seu filho Aguardando alguma reação, algum sinal. Alguma coisa.
Em fim Tiago saiu daquela varanda. Ouvir sua mãe daquele jeito nunca foi seu plano, mas contudo ele precisava que ela demonstra-se seu amor, ele queria saber que alguém o amava. Entrou para o quarto onde estava sua mãe. Ajoelhou-se, parecia um velho pela maneira que movimentava-se, e deu um beijo sobre o cabelo de Matilde.
- Vá embora. – Respondeu ferindo a mãe.
Lembrou-se de como era tão divertido ter a casa para ele. Claro , ele nunca estava sozinho, Mia encarregava-se de enche-la de alegria que parecia que a casa sempre estava cheia dela. Pois desta vez estava mesmo sozinho. Seu pai nem sequer se importava. Nem mesmo ficava tempo suficiente para ver alguma mudança, nele ou na casa.
Voltou para varanda, observava as pessoas que passavam pela vizinhança. Era incrível como duas pessoas que vivem na mesma rua nunca cruzavam-se quando o caminho é quase o mesmo. Colocou seu auscultadores, pegou seu cigarro, enquanto ouvia o motor do veículo de sua mãe ligar e sair da garagem. Seguia com os olhos onde o automóvel ia numa velocidade abaixo da média quando os seus olhos viram o que desejava,Mia.
Estava sorridente, radiante, bela, feliz e usava o vestido que ele tinha oferecido. Acenava à Matilde. Sua mãe fez questão de ir ter com ela. Verificou que abria a janela para permitir que Mia falasse. Riam as duas, e gesticulavam como se conversassem algo meramente sério. Finalmente arrancou. Mia dava costas a casa dele e observava Matilde desaparecer. Ele sabia que ela tinha a certeza que estava naquela varanda. Sua mãe provavelmente contou. Tiago quis gritar pelo nome dela, pegou o cigarro e atirou ao chão, levantou-se daquela cadeira quando ela vira-se para varanda permitindo o contacto visual. Não diziam nada. Estáticos os dois estavam. Observavam-se sem se quer sorrir, chorar ou acenar. Simplesmente comunicavam-se pelo olhar. Lembrou-se que estava com um aspecto horrível que o colocou tímido. Em questão de um segundo entulhou-se no quarto deixando-a observar a varanda vazia.

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Olá pessoal, tudo bem com vocês?
Leitores fiéis e fantasmas beijão para Vocês.
Gostaram do Capítulo?
Sim! Oh que bom :) Kkkk
Bom final de semana 

29.3.14

Critica de Fanfic

Olá!
Esta é mais uma crítica. Esta não é uma fanfic como estamos acostumados a criticar no CDF.
Espero que a escritora concorde com a crítica.

Status do blog:
Nome: Meu Amor é Doutro.
Dona do blog: Erii.
Fanfic a ser criticada: Meu Amor é Doutro.

A fanfic foi criticada até ao capítulo 10, último capítulo postado.

Visual/Gadgets e outros...: Aconselho a colocar os seguidores no blog para que seja mais fácil os leitores seguirem. Caso não saiba é só comentar aqui em baixo no post que respondo por comentários no teu blog.
Aconselho também, devido a já ter lido comentários de leitores mal-humorados, que coloque um "bem-vindos" ou qualquer outra saudação ao visitante. Já vi muitos leitores comentarem algo desagradável ao não lerem essa palavra "milagrosa".

Personagens: São apenas as personagens principais apresentadas. A descrição delas é quase feita ao pormenor o que dá para entender o que vai acontecer ao longo da história. Cuidado com isso!

Sinopse: Muito pequena mas ao mesmo tempo com muita informação. Já se sabe o que vai acontecer na história. Tente ter cuidado com isso porque a falta de suspense ou mistério pode prejudicar na forma como os leitores lêem a história. Todos, neste momento, já sabiam o final. O Tiago vai ficar com a Mia!

Prólogo e Capítulos: Quanto à forma de escrita, umas vezes eu leio na terceira pessoa, no gerúndio, e outras vezes na primeira pessoa. Não sei o que os leitores acham mas eu ao ler os capítulos não gostei. É a primeira vez que eu leio algo escrito assim. Não sei se é portuguesa ou brasileira mas causa algum desconforto ler das duas "formas", na minha opinião.
Quanto à narração é à descrição, gostei! Acho que os leitores foram tocados com cada palavra e sentiram-se perto da personagem feminina (a Mia).
Quanto à imaginação, a história é muito pouco misteriosa e já se sabe mais ou menos qual vai ser o seu final no entanto, em alguns capítulos fiquei surpreso com a atitude da Mia. A ideia não é tão original pois quando falamos em romance muita coisa derivada do género aparece em blogs e muitas coisas semelhantes também mas, no geral, gostei da história.

Dica:

1- Cuidado com a falta de suspense ou mistério.

Nota 7.

A história foi aprovada por mim, Rui, e vai ter que colocar a crítica no blog tal como está indicado nas regras. Obrigada por se inscrever no Críticas de Fanfics.

Como selo, tendo que conta que não tinha Demi nem Jonas (não é fanfic)...enfim...ninguém que tenha pertencido à Disney, decidi fazer algo mais aleatório.

Selo:


Agradeço imenso pela crítica e ainda mais pelo blog ter sido aprovado. É uma vitória para mim é para Elda, levaremos em consideração os conselhos nos próximos capítulos, e digo já que acho que eu e a Elda iremos alcançar o nosso objectivo no final. O que me deixa ainda mais alegre. 
Beijão pessoal, estou muito Feliz apesar de doentinha.

* Comunicado *

Olá queridos leitores! Sinto-me culpada por não estar sempre presente para vocês. É muito difícil aqui do meu lado! Mas saibam que cada vêz que vejo um comentário vosso escrevo com mais amor! Vocês são o nosso incentivo : ) Continuem Pertinho!                                                                   *Elda*

28.3.14

Décimo Capítulo - M.A.D

Seu relógio marcava sete horas e vinte e três minutos da tarde. Estava sentado na beira do passeio de alguma rua que ele não sabia como ali tinha chegado. 
Sua cabeça doía e sentia-se faminto. Não sabia onde estava e como chegaria a casa, nem mesmo onde estariam seus pertences.
Mia, a culpa era de Mia. Porque ela não tinha escolhido declarar seu amor em outro lugar, estava se tornando um homem capaz de cumprir suas promessas, mesmo que elas estavam sendo muito difíceis de concretizar.
Seu olhar, aquele último olhar. Seu coração quebrou naquele momento e não quando ela beijou o namorado. Mas sim com aquelas palavras e aquele olhar que cortava em pedaços pequenos seu coração. Tinha magoado ela, e doía, doía, estava doendo.
Onde estava o rapaz que não se importava com que as pessoas achavam e diziam sobre ele. O rapaz que olhares só lhe interessavam quando existia sexo no final da história, que indirectas eram como se ruídos para seu ouvido.
Onde estava? Talvez longe, muito longe daquela rua suja e quase sem asfalto, iluminada por alguns apartamentos que cujo os proprietários tinham pago a luz. Ele não era o mesmo, ele já não agia como antes, não havia controle, não havia limite, ele sentia e arrancava, não da maneira mais correcta, ele sabia, mas era da única maneira que ele era capaz de apagar seus sentimentos.
Como alguém podia lhe amar? Como Mia podia amá-lo? Ela merecia muito mais que um rosto, que um corpo. Ela precisa de um homem, um homem que lhe faria viajar pelos contos de fadas que ela sempre gostou quando nova, que lhe fizesse viver um romance como os que ocupavam as prateleiras de seu quarto, ela precisava algo melhor que um monte de barro, um monte de pedras, que ela já carregava a algum tempo, mas que agora sua quantidade havia aumentado.  
Levantou-se meio desorientado, ainda não reconhecendo onde estava, sem conseguir lembrar o que acontecerá. Divagava pelas ruas durante 30 minutos já. O céu estava nublado, e escuro pois o sol já se punha.
Em fim, reconheceu um dos prédios naquela área suburbana, de onde aparentemente tinha vindo. Olhou para o seu relógio reparou que tinha perdido um dia da sua vida. Aproximava-se enquanto que o som da música que daquele fim do mundo saía aumentava. Tony, era casa de Tony.
- Onde tu estavas? – Perguntou Tony rindo-se histericamente, apoiando-se na porta entre aberta de sua moradia. Tinha os olhos inchados e avermelhados, e fazia movimentos lentos como se estive-se sonâmbulo, efeito da droga, e quase não se percebia o que ele dizia. Mas por motivo nenhum ria-se continuamente, feito uma hiena. 
Abriu a porta no tamanho suficiente para Tiago passar.
- Por aí! Preciso do bom produto, Pincho, vida! – Respondeu Tiago sentando-se num sofá onde estavam várias pessoas contribuindo para o aumento do índice de gravidez precoce. 
Vida era o nome estranho que eles davam à cocaína, pois ao contrário da maconha colocava-o com alto astral, e com vontade de viver de novo.
O apartamento estava lotado, o fluxo de pessoas só aumentava com o escurecer da noite. Briga,  ambiente de sexo, dança, strip, música, chicha e o resto.
- Por favor, deixa-me! – Exclamava evasivamente uma voz miúda. 
Parecia que alguém estava no quarto dos fundos, mas não identificava-se se era um apelo ou brincadeira de cama. Aproximou-se. 
Sim, era um pedido de ajuda. Ela continuava a exclamar meio abatida, como se sem forças.
 Mia. Era Mia. 
Andava depressa. Passou seu braço direito pelo seu nariz limpando o pó que expirou.
-Cala a boa sua puta! - xingou um homem - Era isso que você sempre quis! – Ouviu uma voz nojenta que gemia ao mesmo tempo.
Tiago passou-se. Maldito o homem que estava agredindo sua pequena. Mas por sua vez, não deixava de questionar o que Mia estaria a fazer num ambiente destes, o ambiente que ela dizia sempre para ele não frequentar.
"Claro!" Pensou. Como se uma luz de inteligência tivesse acendido em sua cabeça. Ela estava ali por amá-lo, veio salvar-lhe como ela as vezes fazia.
Os gemidos do outro lado aumentavam, e cada gemido fazia crescer sua raiva e vontade de devorar a presa. Mas a fechadura não facilitava a entrada. Ele dava ponta pés, empurrões, fazia tanta confusão mas ninguém fazia caso. Cada um no seu lugar. Em fim abriu-se. Não via corretamente, mas o que conseguia se aperceber ele sabia que nunca ia esquecer. Estava uma rapariga com os cabelos castanhos presos num coque desleixado, com um tope e uma mini-saia. Sua face estava avermelhada e seu nariz sangrava minimamente, mas notava-se. Por cima dela estava um rapaz que estava nas nuvens. Parecia um caloiro no exercício contudo agressivo, lambia-lhe toda e forçava sua mão direita dentro de sua saia.
Nunca isso poderia imaginar ver. Mia, a sua pequena Mia, estava a ser violentada e por causa dele. Pois ela só ali estava por causa dele.
Perdeu totalmente a razão. O rapaz assustou-se com a presença de Tiago. Não percebia porque tanta raiva, era apenas uma putinha que não interessava a ninguém.
- Meu! qual o teu problema? Não estas a ver que é meu lugar! – Falava o garoto feito pintainho molhado. Sentou-se rapidamente quando assusta com um pontapé na cabeça. Tiago agarrou-lhe pelo pescoço levantando-o e jogando contra a parede, libertando a pequena de todo aquele peso cujo aproveitou a ocasião e engatinhou para o outro lado do quarto, pois não tinha forças para andar ou correr, fora molestada. Tiago distraiu-se, olhou para esquerda diminuindo a força nos seus dedos que quase arrancavam a garganta do rapaz que não ia aceitar uma coisa destas, estava sem ar, mas teve sorte. Aproveitou a distração de Tiago pegou no candeeiro de vidro e almejou sua cabeça. Tiago caiu ao chão e ficou tonto. O moço começava a andar para sair daquele quarto pensado que acabou contudo quando Tiago agarra seu pé esquerdo e puxa-o com tanta força que ele cai partindo uma mesa pequena de madeira com a cabeça. Tiago levanta-se estava transformado. Deu-lhe ponta pés contra o estômago fazendo o caloiro vomitar sangue. Ajoelhou-se e continuou enforcando o rapaz que quase perdia a respiração. A rapariga viu que era demais. Tentou defender o morto-vivo segurando o braço de Tiago.
-Mia deixa-me! – Gritou. – Ele vai pagar pelo que fez. – Continuou sentido a atrapalhação da moça. Ela chorava , não por pena, mas porque tinha medo. Medo dele.
- Olha,eu não quero saber sobre ti, eu vou embora pode matar ele mas não fui eu quem mandei. – correu para fora do quarto pegando sua bolsa vermelha.
Desviou o olhar para a pequena, aquela voz, aquela atitude, aquele corpo. Não era Mia. Não era Mia. Assustou-se sentiu-se no fundo do poço. Não sabia o que tinha acontecido, pois era Mia que ele defendia, mas se ela era aquela moça, e aquela moça não era Mia. Ele não tinha defendido sua pequena. Como pode ele confundir aquele lixo com a garota mais meiga que conhecera.
Pincho ou Tony como todos conheciam, entrou no quarto. Seus olhos pareciam estar alucinando. Tiago estava sentado tremendo, sangrando na cabeça, olhando para alguém que estava no chão ao lado dele. Morto?
Conseguia ouvir o som da sirene, mas o que  mais atormentava-o era o facto de ele ter morto alguém.
- Tony, eu matei, eu matei, eu matei - dizia trêmulo, repetindo vezes sem conta. Acabado. 
- Cala boca, vamos sair daqui. – Respondeu Tony. – Ele respira - disse depois de verificar o corpo inanimado ao lado do amigo - Os bófia estão aí tratam dele.
- O que eu faço Pincho? Não posso ir para prisão - disse desesperado 
Tony tirou-o do quarto deixando aí o rapaz. Todos estavam fugindo ao aumentar do som da sirene. Saíram pela traseira. Onde Tiago viu sua mota. Procurou rapidamente as chaves pelos bolsos. Assim que removeu do bolso, Tony tirou de suas mãos. Subiram os dois e sumiram daquelas bandas. 
- Tony porquê que a policia foi em tua casa? Foi por minha causa? – Perguntou Tiago preocupado.
- Não alguém chamou a polícia, você não era o único tentando matar alguém.
- Cala a puta da tua boca, caralho – Respondeu fazendo o amigo acelerar o motor a 100km/h rindo – Não esquece que é tua casa cabrão, é bom que não encontrem nada.
- Rapa eu caio você cai junto - disse rindo de seguida junto com o amigo. 
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Olááááááááááááááááááááá! 
Hoje estou Muito, Mas Muito Feliz.
Aniversário de 3 anos de Namoro.
Tinha Mesmo que Postar Hoje. 
O capítulo não é um tanto especial quanto o significado deste dia para mim. 
Porém.... 

Diana: A Elda ainda me mata se faço spoiler, mas acho que irás gostar menos ainda em breve (acho que não falei tanto) Acredita que essa nota é muito importante para nós. Obrigada. Agora vou ao teu blog, ainda nem li ou comentei porque estava na universidade. Beijos.
E&E

24.3.14

Nono Capítulo Parte 3 - M.A.D

Tê-la em seus braços daquela maneira, só trazia-lhe memórias felizes. Ela o amava, e nem entendia porquê que ele duvidava disso. Era a ele que ela dizia a frente de todo mundo que amava e não a ele, eles eram amigos, tal como ele era de Chila.
Chila.
Virou-se rapidamente na direcção da amiga e sorriu embaraçado segurando a mão de Mia.
- Desculpa - disse recebendo um sorriso fraco da amiga - Mia, minha amiga Chila - apresentou as meninas.
Mia olhou rapidamente ao namorado meio confusa. Diego não tinha amigas, apenas garotas com quem namorou ou que estavam interessadas nele. Ele não acreditava em uma amizade entre sexo oposto.
- Ouvi falar muito de si - falou a dona dos olhos mais claros que a pele - É muito mais linda do que Diego falou - sorriu.
- Obrigada - sorriu de volta, sem saber o que dizer - Você também é muito bonita.
- Eu digo, ela não acredita - disse Diego olhando para amiga sobre o olhar atento da namorada.
- Podemos sair daqui, preciso falar - pediu chamando a atenção do namorado.
- Claro - disse acariciando seu rosto.
- Prazer Chila - disse com um sorriso forçado nos lábios. 
Chila sorriu para a morena se despedindo. Ao contrário do que Diego tinha dito a ela, Mia parecia amá-lo muito e não tinha cara de quem trai o namorado. Nem ele tinha, mas traiu.
Diego nem sequer despediu-se dela, saiu do refeitório agarrado a namorada que enchia-lhe de beijos, ela tinha sido estúpida. Sempre foi.
Mia deu uma checada rápida na rapariga que estava com seu namorado. Ela pode ver algo nos olhos dela que a deixavam insegura. Mas era Diego, seria somente uma amiga, tal como ela era incapaz de o magoar ele também seria. 
A relação deles sempre foi baseada em sinceridade e honestidade e seria assim até ao final. 
Sentiu seu corpo pequeno a ser empurrado contra a parede e as mãos grandes e quentes sobre seu rosto. Olhava-a com tanto amor, com tanto carinho, que ela sentia uma estrela muito brilhante num céu escuro.
- Eu amo-te - sorriu olhando profundamente para o namorado.
- Não sei o que te deu hoje, mas podes fazer sempre - beijou-a suavemente - É tão bom ter-te de volta.
- Preciso contar algo para você - desviou o olhar, fixando seus olhos em suas mãos tremulas - Só diz algo quando eu terminar, ok? - avisou olhando nervosamente para seu rosto.
- Ok amor - levou as mãos pequenas aos seus lábios depositando um beijo nelas.
As palavras estavam na sua mente, mas não conseguiam sair de sua boca. Diego podia não acreditar nela, ou não perdoa-la e ela não queria perdê-lo, não agora que sabia que ele sempre foi quem ela queria.
Suspirou e retirou o olhar de suas mãos.
Pode ver a sombra de um corpo no fundo do corredor andando calmamente e meio desorientado, não se encontrava sozinho e a gargalhada que ouviu a seguir fez com que identificasse a pessoa.
Afastou-se de Diego e passos rápidos foi na direção do rapaz, sentindo a raiva tomar conta dos seu corpo.

O sorriso sumiu do seu rosto quando viu a rapariga aproximar-se prendendo seu cabelo num coque desajeitado seguida pelo namorado que ele desejava que morresse. 
- Mia ! - citou o nome dela numa lentidão que lhe parecia normal.
A garota ignorou o entusiasmo do amigo e segurou seu rosto pelo queixo e verificou o estado do amigo.
Tinha os olhos bastante vermelhos e as pupilas muito dilatadas.
- Você prometeu para mim - lamentou chorosa largando o rosto do amigo.
Se ainda houvesse alguma dúvida que ele não estivesse bem foi retirada com a gargalhada que ele deu. 
- Vamos embora - pediu Diego vendo a agonia no olhar da namorada.
- Tiago, vem comigo - disse pegando ele pelo braço- Vamos eu cuido de ti - disse.
Tiago sendo maior e forte livrou-se das mãos dela com facilidade apesar de quase derrubar a amiga.
- Não vou a lugar nenhum - disse sendo abraçado por uma garota que ela sabia não ser uma boa companhia do amigo.
- Eu cuido dele - disse a magrela com um rosto cansado e com quilos de maquiagem. 
- Não falei consigo - falou rapidamente para a mulher - Tiago eu cuido de ti, vamos - pediu.
- Vai é cuidar do seu namorado - disse para a amiga - Ele realmente esta a precisar - falou rindo com os amigos - 3 anos tiram até a habilidade além de enferrujar - disse rindo como se tivesse num espectáculo de humor.
- Se é que a Negona já não passou óleo - comentou Toni , irritando Diego.
Mia pegou o namorado antes dele partir em cima das péssimas companhias de Tiago.
- Vamos, não vale a pena - disse sentindo um ardor nos olhos - Já não podemos ajudar - disse com os olhos fixos nos de Tiago.

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Olá meninas! 
Como hoje não tive todas aulas e vcs comentaram, aí está o capítulo. 
Vocês estão mesmo a gostar? Nem parece real.
Escrevi um capítulo hoje que me deixou muito triste, espero que nunca aconteça comigo.
Ilka: Imagino que seja pelo que o Tiago fez, mas não fiques isso não muda quem ele é, acho!
Diana: Ainda bem que adoraste. :) e Fico Feliz por Isso. E pela inscrição ter sido aceite. Quis tanto escolher-te, mas como leitora assídua, Seria estranho. Mas obrigada.
Comentem. Vocês têm sido nosso Incentivo ;)
Obrigada
E&E

23.3.14

Nono Capítulo Part.2 - M.A.D

Aquilo era exactamente um show que ele não desejava estar na plateia. E pela cara da rapariga que estava sendo companhia de Diego naqueles últimos dias, ela também não queria estar sendo uma testemunha daquele amor.
Tiago sorriu o importante é que ela estava feliz, e isso também o fazia feliz, mas o olhar da rapariga que ele achava se chamar Chile ou algo assim parecido, fez-lhe perceber que talvez Diego não fosse quem ele pensava ser.
- Pensei que eles tivessem acabado - comentou Tony confuso.
- Porquê? - perguntou ao amigo.
- Estavam dizendo que ele estava limpando a Chila - respondeu encarando o moreno que mas parecia um velho do que o típico sedutor.
- Olha para lá - ordenou o amigo - Você vê a maneira que ele segura o rosto dela, acariciando suavemente com o polegar a pele delicada dela, sem em momento nenhum desviar o olhar dos lindos olhos tom de mel que ela tem - descreveu o cenário - Você acha que você faz isso ao lado da garota que você come? - perguntou irritado.
- Só estava comentando os boatos - defendeu-se.
- São boatos - falou - Não é a realidade, eles só são amigos, tal como eu e ela - disse.
Levantou-se da mesa, pegou na sua mochila e dirigiu-se ao toalete masculino mais próximo, verificou se estava vazio, trancou a porta e sentou-se apoiando as costas na porta.
Abriu a mochila e retirou de lá uma pacote de ervas secas e arrancou uma folha do caderno, cortou num pedaço rectangular colocou uma porção da erva enrolou de maneira que ficasse bem apertado e acendeu, fumando aquilo.
Somente isso podia relaxar-lhe evitar que ele sofra, sofra por desejar uma mulher que apenas vê nele um amigo danificado.
A única coisa que ele tinha danificada era o seu coração por ter todas e não ter quem ele desejava.
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Olá pessoal. Desculpem pela demora. Aulas da Faculdade esganando-me.
Postarei todo sábado apartir de agora, assim que voltar das aulas postarei. 
Espero que tenham gostado do capítulo.
E por favor divulguem.
Beijos bom domingo.
E&E