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17.8.14

Décimo Quarto Capítulo Parte 2 - M.A.D

As duas horas passaram feito a velocidade da luz. Finalmente chegaram à velha e bela casa de sua avó. Estava entusiasmada, mas preocupada porque temia que sua avó não estivesse em casa, era uma surpresa.
Saíram do automóvel e foram em direcção a porta de frente. Bateram média de 10 vezes, parecia que como temia, seu avós não estavam em casa, até que alguém confirmou que Belinda tinha saído com seu marido e que só voltava depois de uma a duas horas. De acordo com o que diziam, foram para uma feira do livro.
 Era sexta-feira e bem seguro, daí que não interessava a ela se tivesse que esperar quatro à cinco horas pelos dois, para além disso, com ela estava Tiago.

 O bairro era sossegado, diferente do dela, que tinha sempre movimentação, principalmente dos jovens.
Exactamente quando lembrou-se do que Sofia tinha dito, apercebeu-se que este seria o lugar óptimo para talvez, abrir logo o jogo.
- E o que fazemos agora? – Perguntou Tiago.
- Talvez a pergunta seja porquê não fazer agora? – Diz Mia.
Tiago percebeu logo a que ela se referia, mas permitiu-se ficar calado.
- Podemos ficar no carro ou ali nos meios das árvores. – Sugeriu Mia. – Vou para o carro buscar o meu livro.
- Traz a minha pasta também ok? – Pede Tiago entregando-lhe as chaves e dirigindo-se para debaixo de uma árvore.
Tiago ficou de pé a espera dela, quando a viu com um pano de praia nas mãos. Lembrou-se que era o mesmo que ele utilizou a alguns meses quando tinha ido com Mia passear.
- Me diz algo, para o quê é que tens isso no carro? Não é normal? Tens dormido da rua por lazer ou o quê? – Pergunta Mia interrogativa e animada.
- Não me perguntes, não sei como foi aí parar. – Respondeu Mendonça estendendo o pano por cima da relva verde e hidratada.
Sentaram-se os dois. Mia apoiou suas costas contra a árvore e cruzou as pernas na posição de bebé, fazendo o feitio X, e Tiago apoiou sua cabeça no seu colo enquanto tinha os auriculares no ouvido. Era emocionante a maneira como conseguiam ficar juntos, falando bastante ou calados por um longo tempo.
Estava fresco, e o céu estava limpo. O sol já se punha.
Mia deduziu que Tiago de modo alguns iria dar continuidade à conversa que ela começou antes. Já estava mais que na hora de falar sobre as coisas que aconteceram.
- Tiago? – Chamou pousando o livro a sua direita. – Tiago? - Repetiu mas desta vez tocando o nariz do moreno para ele perceber que ela chamava.
- Pequena? O que foi? – Perguntou preocupado por causa da expressão séria que Mia tinha em seus olhos.
- Podemos conversar? Conversar mesmo!
Tiago levantou-se e colocou-se sentado de modos a que pudessem olhar um para o outro nos olhos.
- Ok! – concordou medroso.
-Não sei como te dizer… - Avisou olhando para baixo.
- Diz como é Mia…
- Não tens mesmo nada a me dizer Tiago… - Compôs-se novamente e levantou a cabeça enfrentando o olhar encantador do moreno.
- Tenho muita, mas não é necessário eu dizer.
- Como é que sabes? Como é que eu posso saber se…
- Eu amo-te, sempre amei. – Diz Tiago interrompendo Mia.
- Eu sei! Eu sei que tu amas-me, mas - Diz Mia Confusa - Temo que não seja verdade o que eu acho que aconteceu.
- Eu daria tudo para que fosses minha, minha em tudo. Amo-te com tanta intensidade que não me consigo compreender, como irmã, amiga, como mulher, como a mulher maravilhosa que és. – Declarou Tiago passando o seu polegar na pele macia e bronzeada de Mia.
Deu a volta e permitiu que abraçasse Mia por de trás, como uma criança agarra seu brinquedo predilecto, com tanto amor, calor e posse. Seu pescoço encaixou perfeitamente ao dela, como se fossem desenhados um para o outro. Ele conseguia ouvir o seu forte batimento cardíaco, e o seu respirar profundo como se estivesse a inalar aquele momento, aquele abraço.
-Mas tu mereces melhor – sussurrou no ouvido de sua melhor amiga.
- Melhor que ter-te a todos os momentos, e sentir-me feliz por poder cuidar-te. Maior que o amor que você tem por mim, e que facilmente demonstras, melhor que o meu melhor amigo? – Pergunta soltando-se dos braços dele para poder olhar para ele.
- Mia, se tu ficares comigo, eu nunca vou querer deixar-te ir, eu tenho a certeza absoluta, esse nunca é perturbador – confessou seus medos.
- Eu acho que se ficasses comigo, haveria sim alguns dias que ias querer livrar-te de mim, mas com certeza que não poder-se-á fazer comparação com os dias que irias querer grudar em mim. – Diz sorrindo. - Tu foste feito para mim, assim do teu jeitinho tosco.
- Tens a certeza? – Perguntou Tiago na esperança que ela dissesse sim.
-Tenho.

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Desculpem-me pela demora.
Bem queria avisar que a partir de agora todas as Terças e Sextas haverá actualização.
Beijos

2.8.14

Décimo Quarto Capítulo - M.A.D


Por vezes Mia sentia que era tudo demasiado repetitivo e insignificante, pois era uma menina meramente confusa como demonstram ser basicamente todas as pessoas. Mas, ultimamente desde que terminou seu namoro de quase 4 anos os pensamentos perturbadores aumentaram. Já passavam 4 meses desde que o seu namoro acabou. Estava decidida que, o facto de ter terminado com Diego não significaria que fosse correndo para os braços de seu amigo. Tinha de respirar. Tiago não esteve longe durante esse tempo, apesar de Mia ter desejado abandonar o centro de reabilitação que se tinha voluntariado, ter participado na recuperação de seu melhor amigo e de algumas outras pessoas, deu-lhe no que pensar e orgulhar-se. Tiago já tinha saído do centro, estava com mais ânimo, com mais vida, quase como antes de tudo acontecer. Suas vidas eram de novo um para o outro, todavia, tratavam-se ainda como irmãos para não terem de enfrentar os seus sentimentos e assumi-los. Ouviu a buzina do automóvel de Tiago. Estava muito atrasada e não tinha acabado ainda de tomar o pequeno-almoço. Tinha o seu cabelo amarado num rabo-de-cavalo, uns ténis pretos, uma t-shirt com barras de cor azul e branca e o seu macacão jeans.
 - Beijão Mamã! – Esticou seu lábios para o ar como se estivesse a beija-lo.
- Ok querida, mantem contacto! – Avisa Laura sem ter a certeza que sua pequena ouviu e percebeu o recado.
 - Olá. – Cumprimentou Mia a Tiago.
- Olá, Atrasaste. – Avisa Tiago.
- Estou dentro do carro não estou ? – Pergunta Mia retoricamente enquanto Tiago arrancava .
Custava admitir, mas algo tinha mudado, embora dificilmente podia notar-se.
- Ainda vais pegar-me após as aulas não é?
 - Claro… - Responde Tiago com um sorriso suave.
Mia, estava com uma disposição fora do normal assim que chega a porta da universidade. Sentia-se como se tivesse nascido. Seria porque amava tanto o que estudava LETRA. Hoje sua primeira disciplina era Prática de Leitura e a ultima era livre que dava jeito, pois ansiava visitar sua avó que vivia dois distritos antes do dela. Um pouco distante ficavam duas horas de seu bairro.
- Boa tarde classe. – Saudou o professor Baltazar, um dos mais estimados.
- Boa tarde professor. – ouviu-se um tumulto, mas em tom baixo.
 - Vamos lá, com a nossa aula. Hoje vamos começar por ler o poema de António Agostinho Neto. – Diz Baltazar gesticulando sua mão de modos a que Sofia levanta-se e fosse lá ter, pois era a assistente do professor.
Sofia era a companheira de estudo de Mia, a sua relação com ela era particularmente académica, até que descobriu que era filha do dono do centro onde Tiago estava, daí em diante já tinham mais tempo para interagir fora do campo da escola, pois por vezes ela ia direito para o centro antes de ir para casa, assim como Mia.
Enquanto Sófia acabava de distribuir o poema, entre os colegas, Mia voluntariou-se para ser a primeira a ler.
- Professor, posso ser eu. – Diz ela.
- Ok, Loiro ponha um som a tocar no aparelho, vamos criar um ambiente de sonho. – Diz Baltazar. As suas aulas eram simplesmente fascinante , ele sabia apanhar um momento e tornar NO MOMENTO. Mia soltou o lindo som, sereno, suave, delicado de sua voz para ler o título – Noite. E assim continuou.

NOITE Eu vivo nos bairros escuros do mundo sem luz nem vida.

Vou pelas ruas às apalpadelas encostado aos meus informes sonhos tropeçando na escravidão ao meu desejo de ser.

São bairros de escravos mundos de miséria bairros escuros.

Onde as vontades se diluíram e os homens se confundiram com as coisas.

Ando aos trambulhões pelas ruas sem luz desconhecidas pejadas de mística e terror de braço dado com fantasmas.

Também a noite é escura
 - Exatamente. – Diz Baltazar.
-Agora Alice, o que é a leitura?
 - Stor, a leitura, a leitura é o acto de ler.
- Francisco?
- Professor a leitura é a interpretação das palavras e das informações.
- Falta um pequeno detalhe, Podes Mia?
- Professor, a leitura é a interpretação pessoal das informações.
- Então o que percebeste, Paula!. – Pergunta o professor.
- Ele obviamente transcreve para o papel aquilo que era situação da população naquele tempo em Angola. Mas podemos pensar que ele escreve de forma metafórica o seu estado de espirito.
- Podemos, pegar nessas palavras e torna-las nossas. Como por exemplo ele fala de bairros de escravidão e bairros escuros do mundo a escravidão hoje em dia, não é apenas física, temos os tais ditos vícios, os desejos inquietantes, o medo, que são sentimentos que prendem-nos e faz de nós a prisão para qual ninguém tem a chave. – Adiciona Mia sendo interrompida pela Sofia.
- Os bairros escuros podem ser interpretados também como uma vida melancólica.
 A aula continuou, mas como sempre terminou sem que os alunos quisessem.
 - Foi bom o dia, até amanha, continuem inspirados. – Falau o professor Baltazar saindo da sala com seu lindo sorriso. Enquanto as outras meninas comentavam sobre os vestir do professor, o falar e sua elegância, Sofia e Mia fizeram o caminho para o refeitório.
 - O que fazes hoje Mia? – Pergunta sentando-se na mesa que ficava no fundo.
 - Vou ter com minha avô, na companhia do Tiago.
- Ele está bem não está? - Está sim, graças a Deus, cada dia melhor. – Responde Mia com o sorriso mais sincero e feliz com olhos de mel claramente brilhando.
- Já namoram então? - Claro que não Sofia, que pergunta é essa?
- Para o quê tanta admiração, pensei que ele fosse o motivo pelo qual terminaste com Diego. De qualquer forma penso que Diego já, seguiu em frente.
- Não exatamente, o namoro terminou porque tinha de terminar. E o que queres dizer com seguiu em frente?
-Vi-lhe com a Chila.
- Não me interessa.
- Foste tu quem perguntou. – Respondeu Sofia vendo que ela ficara fula de ciúmes.
- Ok desculpa-me. – Diz Mia soltando um sorriso, para recompensar Sofia pela má resposta.
 - Sei que não gostas de falar sobre isso, mas, por mim ficarias logo com Tiago.Ouvir aquelas palavras fizeram-na arrepiar, só de pensar, em como seria.
Finalmente o dia terminou, pelo menos a parte dele que teria de passar na escola. Tiago já estava a espera dela. O moreno era lindo, sua expressão facial era simplesmente radiante. Tinha a porta do condutor aberta. Ela conseguia observa-lo. Descansava apoiado ao respaldo da cadeira, e tinha os seus auscultadores aos ouvidos. Desejava chegar e beija-lo. Mostrar para o mundo inteiro que ele era dela, e ela era simplesmente sua.
- Bonitão. – Sussurrou Mia dando-lhe um beijo suave na testa.
- Oi. – Diz gemendo, como se tivesse acordado de um sono profundo. Mia deu a volta por frente e sentou-se no seu lugar " ou seja no pendura".
- Estavas aqui muito tempo? Perguntou, curiosa.
- Não, muito. – Diz fazendo a expressão de análise.
- Estas cansado, deixa eu conduzir! – Propõe Mia fazendo os olhos de um cãozinho molhado.
- O quê? Nunca! demorou para darem-me de novo um automóvel. – Fala Tiago vasculhando a procura de ninguém sabe o quê na sua mochila preta.
- Va lá , tu sabes que até não sou má. – Diz puxando Tiago para o lugar que ela ocupava . Passou por baixo dela, enquanto ela atravessava-o feito uma ponte para o lugar do condutor.
 - Ainda nem tens as tuas cartas. – Diz cedendo.
- Recebo próxima semana. – Diz arrancando velozmente. Tiago já não aguentava, aqueles quarenta minutos de pavor já eram o suficiente, com Mia no volante.
- Vamos passar aqui no Take- Away. E vamos trocar de lugar já.
- Que desfeita eim! Mas ok, vejo que estas assustado. – Diz Mia rindo-se do estado do Tiago enquanto ela conduzia.
- Aproveito e ligo para minha mãe que já estou na estrada. Estacionando o automóvel. - ok. Respondeu.
 - Podemos comer no carro? Sim ! – Perguntou e respondeu logo.
- Já venho. – Diz Tiago indo em direção ao restaurante.
- O Habitual . – Gritou Mia pela janela.

28.7.14

Décimo Terceiro Parte 3 - M.A.D


Ele tinha razão.
Sim ele tinha razão.
Mia estava bastante confusa.

E essa situação paradoxal serviu apenas para aumentar a confusão que tinha em sua cabeça. A reacção de Diego era a que ela menos esperava. Depois de tudo, seria mais fácil ele entrar em berros e desabafos com ela pois sentia-se bastante culpada, e a serenidade com que ele agiu não era o que previa.

Seria mais fácil tomar uma decisão se cada dia que passasse Diego não mostra-se ama-la cada vez mais. E agora com isso, uma reviravolta. Mia não sabia o que pensar e a quem amar.

Perguntava-se enquanto ia para casa o que se passava, porquê que ela não estava satisfeita com Diego? Porquê que tinha de colocar sempre Tiago no meio quando tudo estava certo? Talvez tudo isso fosse porque de facto não queria continuar com Diego, mas todos os pretextos que tinha para não continuarem, não tinham força perante o amor que eles partilhavam. Diego errava, ela errava e perdoavam-se constantemente. Será que bastava ser amada?
Já estava a ficar furiosa com tanta confusão, detestava ser uma pessoa sem decisão, mas talvez devesse tomar uma agora, e de preferência uma decisão humilde e sincera.

Mia chegou a casa, exausta, colocou seus pertences por cima da mesa de pequeno almoço que situava-se no meio da cozinha e fixava seu olhar à parede fazendo transparecer um aspecto muito pensativo.
Laura cortava os vegetais para a salada, enquanto também fritava algumas batatas para comer com a carne de hambúrguer. Já era hábito essa refeição todas as ultimas sextas-feiras de dois em dois meses. Sentiu a presença da filha, mas não virou para verificar se era Mia que ali estava à mesa. Porém como mãe logo sentiu um clima estranho e notava que era mesmo sua filha, mas que não agia naturalmente, pois estava muito calma para a pessoa comunicativa que era. “ Talvez a convivência no centro não à fazia bem”, pensou.
- Querida, não ajudas a mamãe? -Pergunta Laura de uma forma amorosa e mimosa sem receber nenhuma resposta - Filha! – Chamou-a virando-se para constatar a presença de sua querida.
Largou a salada que preparava e dirigiu-se a mesa para sentar com a sua filha. Já fazia tempo que não tinha uma conversa séria com sua filha e sentiu que talvez aquele momento seria o ideal.
- Mia! – Chamou-a novamente, mas dessa vez já sentada ao seu lado e quase sussurrando, tocando o seu braço para que ela percebesse que ela se encontrava ali.
- Mãe! Desculpa. – Respondeu a princesa desorientada.
- Já sabes, eu estou aqui… - Diz sendo interrompida por Mia.
- Mãe não começa com sermões, eu estou bem, o que foi? - Respondeu rude.
- Amo-te querida. – Diz Laura tentado explicar para ela que não esta sozinha.
Mia , ao som daquelas palavras derreteu-se nos braços de sua mãe. Reconheceu o braço estendido e os sentimentos que guardava vieram a tona.
- Mãe, eu não consigo perceber nada! Não percebo se sou eu que provoco as coisas, ou se as coisas acontecem porque têm de acontecer. Porquê ninguém explica para gente o que é viver? Não sei o que é amor mãe? Não sei se sinto algo. – Diz soluçando abraçada a mãe. – Eu não sei quem amo mãe! Eu não sei quem merece! Nem sei se mereço - falou tendo suas palavras acompanhadas por suas lágrimas.
- Oh! Amor… - Lamentou sua mãe. – Desculpa, a vida é mesmo dura, o amor é duro.
- O que faço? – Perguntou Mia a sua mãe olhando para ela envergonhada.
- Dorme, e assim que acordares contas-me o que se passa, e talvez poderei ajudar. – Respondeu. – Entretanto saiba que o que existe hoje, existiu ontem e existira amanhã.
- Ok Mãe…
Pegou sua mochila e foi para seu quarto, tirou a roupa e pegou em sua toalha cor-de-rosa e dirigiu-se ao banheiro.

Havia dias que percebia tudo, mas havia aqueles dias que o que percebia já não fazia sentido, daí que precisava de uma outra forma de compreensão. Mia por vezes era muito filosófica e acabava perdendo-se em conceitos. Sabia que tinha várias opções de ver a vida. Entretanto a ciência nunca encontrava a reposta final e a fé poderia ser resultado da vontade do Homem, ou seja a ciência é tão exacta e lógica, que as coisas que não têm lógica ela não compreende, e a fé exige de nós uma crença quase cega. Mia não aprofundava nem um nem outro conhecimento, preferia ficar neutra. Mas sentia que algo faltava, e ela não conseguia perceber o quê, claro deduzia que era assim que tinha de ser.

Saiu do banheiro, refrescada e novamente pronta para encarar o que a esperava. Como habitual fez um coque alto desleixado e colocou a roupa de noite, desligou o interruptor do quarto e acendeu os candeeiros para criar ambiente confortável para a leitura. Nunca teve tal curiosidade de ler aquele livro que sua avó, mãe de Laura ofereceu-lhe quando completou os seus 17 anos.
" Um especialista em leis levantou-se e, para tentar Jesus, perguntou: Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?
Jesus Disse-lhe: O que está escrito na lei? Como é que lês?
Ele então respondeu: Amarás o teu senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com toda a tua mente, e ao teu próximo como a ti mesmo.”
Ela conhecia todas as palavras, mas era como se estivesse a aprender uma nova língua, e depois desta pequena leitura o que concluiu que não gostaria de ser iludida assim como ela não pode prender seu namorado num amor supostamente inexistente. Desistiu da leitura resolveu mergulhar nas almofadas tentando encontrar a lógica do que se estava a passar, tentado saborear um pouco do mundo de sonhos que tinha em sua mente.

Aproveitava naquele silêncio maravilhoso que tinha sua casa, esvaziar sua mente de qualquer preocupação e de repente lembra-se das palavras de Belinda, sua avó, " Querida, acredita Nele, nada acontece por acaso.” 
Sentia que alguém tocava na maçaneta. Mas a maneira que tocava mostrava dúvida em abrir ou não a porta. Ouviu em seguida um bater de porta suave.
- Mãe? Entre… - Ordenou.
- Olá amor, já estas melhor? – Perguntou Laura meio preocupada.
- Acredito que sim, tomei um banho fresquinho. Ajudou a melhorar o humor. – Retorquiu.
- Ok, mas agora eu quero saber o que se passa, tudo! – Avisou Laura sentando-se na cama meio divertida feito uma adolescente entre as almofadas da cama de sua filha, tentando trazer um pouco mais de alegria para a face da princesa da casa.
- Ok, conto. Mas não tudo.
- Ok… Como queres então. – Diz a mãe.
- De uma maneira muito resumida, o que aconteceu é que estou bastante confusa mama...
- Continua.
- Diego até hoje não consegue dizer-me a verdade. Que ele ficou com a Chila quando estávamos juntos.
- Como assim? Estavam? – Perguntou perplexa.
- Mãe! Estamos juntos, mas penso que ele entregou-se à Chila por minha culpa. Daí que não acho que tenho o direito de ficar zangada.
- Mas querida, não podes continuar assim, sem que ele saiba que tu sabes que ele mentiu. Tu és melhor que isso.
- Sim, mas…
- Antes de continuares deixa-me dizer-te algo. A fase do namoro é a fase em que se pode estudar a pessoa de modos a que se conheça o seu padrão de atitudes, vocês são apenas namorados, e já começaram com as traições? – Perguntou zangada. 
- Mãe, tu não entendes. – Mia respondeu aborrecida, pois percebeu onde sua mãe queria chegar. Ela costumava dizer sempre que pudesse “ Se agora é assim depois só piora, a não ser que aconteça um milagre.” – Já não se fazem rapazes como na tua época mãe! – Diz insinuando que fosse o mais normal que podia acontecer.
- Tu não acreditas filha!? Por isso não esperas. Se ele não valoriza-te como deve ser, alguém valorizará.
- Por favor, não estas a ajudar-me. Só estas a aumentar preocupações para cima de mim.
- Olha, tu deves estar a pensar que digo isso porque sou tua mãe e tu és a minha filha, mas sou mulher também, e sei o que é estar em constante dúvida, mas olha, desculpa, já não digo nada antes de contares o que se passa.
Mia queria fugir dessa, estava quase arrependida de ter tocado no assunto, e foi nesse momento que ela notou o que nunca antes tinha notado. Ela não tinha o tipo de amigas para desabafar, excepto Tiago, o resto eram amigas sim, mas não eram amizades tão profundas a ponto de ela sentir-se a vontade para revelar-se dessa maneira. Deste modo só restava-lhe mesmo abrir-se com mãe, já que falar com Tiago sobre o assunto seria demasiado embaraçoso. Por mais inconveniente que fosse, teria de ser com sua mãe.
- Ok… Eu não consigo zangar-me com ele porque eu dei motivos para ele entregar-se a outra. Eu dava, ou dou mais atenção ao Tiago. – Falando isso murchou como se tivesse reconhecido alguma coisa. – Mas eu não gosto da ideia de ele ocultar isso para mim.
- Porquê que não perguntas? 
- Tenho medo que ele minta oficialmente para mim…
- E o Tiago?
- O que fez o Tiago?
- Brilhas ao pé dele!
- Mãe costuma ter muita luz onde nós vamos. – Seria a justificação mais burra da história da justificações. Era tão óbvio que o rapaz dos seus olhos era ele, sua mãe desatou a rir. - Do que ris? Não tem graça!
- Ok, vamos resumir essa história. – Diz a mãe. – Não me lembro correctamente como é mas é assim “ Porque te preocupais com o que comer, com o que beber, com o que vestir? Será que ao te preocupares conseguiras ao menos fazer crescer um fio só de cabelo na tua cabeça?”
- Quem diz mãe?
- A tua avó perguntava-me sempre isso. Ela queria explicar-me que devemos lutar pelo o que queremos, mas lembrar sempre que não temos o controle de tudo. Daí que a única solução é entregar tudo na mão do Divino e esperar pacientemente pelo esclarecimento.
- Do Divino?
- Sim de Deus… Nada acontece por acaso. Perdoe Diego, mas imponha-te. É assim que eu penso. Oh! - mostrou-se assustada - Deixei algo ao lume! – Laura Levanta-se rapidamente não reparando o quão aliviada ficará sua filha.

Mia sentia-se tão aliviada, e sentiu algo que nunca tinha sentido antes. Uma estranha esperança e satisfação. Mas suscitava-lhe muita curiosidade pois ela queria sentir seu coração a ser abraçado e reanimado muitas vezes mais, assim como aquelas palavras de coragem da mãe a fizeram sentir. Olhou para o seu telefone finalmente. Já não quis fugir a realidade. Fugir Diego. Tinha de enfrentar.
“ Amor, Mia. Não faz isso comigo.”
“ Desculpa, desculpa! Fala comigo!”
“ Mia ainda és minha?”
“ Eu amo-te por isso quero confessar algo que está a matar-me. Mas não suporto ter-te longe de mim! Eu sei que tu só estas com a cabeça quente! ”
“ Diego dê-me espaço, eu pedi-te” – Respondeu Mia por mensagem. 

Apesar de tudo estava esfomeada, precisava de um bom prato de qualquer coisa que fosse. Calçou suas chinelas e fez o caminho para a sala do jantar na lentidão que desejava. Avistou um intruso, que apesar de intruso fazia sair gargalhadas da sala onde estavam. Não sabia como ele conseguia disfarçar com aquele sorriso radiante, ou se calhar não precisava mesmo. Encontrava-se de pé a olhar para aquela imagem de família feliz, mas ficou furiosa embora não demonstra-se. Porque ele invadiu o espaço que ela pediu e já que pensara que o drama do dia já tivera passado.
- Querida, então! Demoraste tanto a sentar-te ou acabamos a tua parte da refeição! – Avisou Jorge, seu pai, indicando o lugar onde ela teria de sentar. Era o único livre, e era exactamente onde ela poderia ficar diante a Diego.
- Então, não avisaste-nos que Diego viria para jantar filha. – Diz Laura fingindo não saber sobre o que se passava.
- Devo ter-me esquecido mãe. – Respondeu atrapalhada.
- Boa noite Mia.
- Sim. Boa noite Diego.
- Continuação de um bom jantar filha. – Diz Jorge, pai de Mia, saindo da mesa, pois já tinha terminado e estava exausto e com várias tarefas ainda para executar antes de o dia acabar.
- Vou para cima também, já terminei. Não esqueça tire a mesa e lave… - Diz Laura sendo interrompida.
- Sim mãe, é de rotina.
- Ok, Beijos para vocês os dois e comportem-se.
Assim que os dois ausentaram-se Mia levantou-se da mesa sem passar nem uma só palavra ao namorado, ex-namorado, o que for que seja. Recolhia estranhamente a louça e levou-a para a cozinha que não ficava distante. Ela simplesmente não sabia o que fazer, deste modo decidiu agir como se ele não estivesse em casa dela. Começava a lavar o primeiro prato quando Diego finalmente abre aqueles lábios para pronunciar a primeira palavra desde que ficaram a sós.
- Mia para com isso.
- Para com isso? O que estas a fazer aqui!? – Diz rude.
- Vim buscar o que é meu… O que achas que eu faria depois de teres-me deixado sem eu ter feito alguma coisa? E depois de eu descobrir que o amor que eu sinto por ti é tão grande que tornou-se tão fácil perdoar-te e compreender-te…
- Vamos ao quintal não quero ter essa conversa aqui dentro. – Diz Mia direccionando-se para fora de casa.
-Ok. Estamos aqui, agora diz-me o que é que queres confessar antes que eu fique mais aborrecida contigo.
- Não haja como se fosses a vítima porque tu não és! Estou a fim de colocar no tabuleiro toda verdade se tu aceitares fazer o mesmo. É assim tão difícil dizer o que se quer?
- Eu pedi que ficasses longe de mim, neste momento eu nem consigo olhar para os teus olhos, sinto-me mal, embaraçada. – Diz Mia lembrando ele que ela pediu um tempo.
- Mia, não é assim que fazem-se as coisas, eu quase…
- Ok, ok me desculpa mas…
- Ok eu vim para cá, deixa-me palavrear… Esse deve ser o momento mais errado para dizer-te, mas talvez seja necessário - fez mais uma pausa deixando a pequena mulher diante a si ficar mais nervosa - Eu tentei da outra vez, mas houve o incidente do Tiago e...- calou-se novamente, dando um longo suspiro. - Eu dormi com a Chila… 
_______________________________
Estamos de volta. E como prometemos no capítulo anterior, cá está o capítulo grande.
Acho que o maior que já escrevemos, são duas mil quatrocentos e vinte uma palavras :D
Espero que gostem


15.6.14

Décimo Terceiro Parte 2 - M. A. D


Sentir seus braços envolverem seu corpo. Oferecendo  assim um ombro para poder chorar a vontade. Nenhum homem faria isso. Ninguém agiria assim depois de tudo que ela tinha dito. Não se perdoa assim, não se supera assim. Apesar de não entender de onde tinha saído o que tinha dito, ela sabia muito bem que não era algo fácil de digerir. 
Afastou-o delicadamente, enxugando as lágrimas que corriam em seu rosto e pôs-se em pé, sobre o olhar atento de Diego. 
- Isso muda tudo! - afirmou com a voz rouca e olhar perdido.
- Isso não muda nada - avisou aproximando-se da namorada.
- Como não? Você ouviu o que disse? - olhava incrédula para o rapaz que agia como se nada tivesse acontecido. - Diego eu falei que queria que fosse ele.
- Você foi sincera, como sempre - esclareceu.
- Você não pode estar bem - disse passando as mãos pelos cabelos. 
- Você ainda está aqui - sorriu para a morena - você está aqui - repetiu.
- E? - questionou.
- E isso significa algo - esclareceu-a.
- E o facto de eu querer estar com ele também, o que significa?
- Que você está confusa - respondeu segurando suas pequenas mãos.
- E que preciso de um tempo - soltou suas mãos e saiu.

_______________________________________
Oi.
Desculpa pelo tamanho, ma o próximo é enorme.
Beijos


6.6.14

Décimo Terceiro Capítulo - M.A.D


Seus olhos não largavam o corpo dele, e ele olhava para suas mãos como se fosse o que havia de mais importante naquele quarto.
Ele não chorava, nem ela. Apenas aguardavam pela reacção que algum deles teria.
O silêncio danificava cada vez mais, quebrava-os um pouco mais cada segundo que passava. Mas falar o quê? Diego não fazia a mínima ideia, e Mia não queria piorar tudo.
Se dissesse que não sabia porque falou aquilo, seria uma grande mentira! Desde a última semana, não havia momento algum que Tiago não estivesse em sua mente. Quando estudava, quando dormia, quando comia, quando era beijada. E era Tiago com quem ela estava indo para a cama, era com Tiago que ela faria amor, era a ele quem ela se estava entregando, ao menos em sua mente era isso que estava acontecendo. 
Mas o que aquilo podia significar? Ele era seu melhor amigo, seu irmão. Porque seria com ele que ela estava disposta a ter a sua primeira vez.
" Porque ele é o certo". Sua consciência respondeu. Diego era muito mais certo que seu grandalhão. Diego chegava a ser perfeito. O namorado ideal. A amava e lhe era fiel. Tiago jamais seria fiel a ela, e se a amava era um amor de irmãos. Ela era a pequena dele, e não a mulher que reinava em seu coração como ela reinava no de Diego.
- Não sei o que dizer além de perdoa-me - cortou o silêncio que já existia a uma hora, ao certo, naquele quarto.
Depois da bomba que ela tinha lançado era a primeira vez que Diego olhava para ela, o seu olhar era triste e ela sentiu seu coração partir, porque apesar do que ela tinha dito, ele ainda tinha carinho e amor em seu olhar, ele ainda a amava. Como podia? Ele devia odia-la. Devia ao menos estar domado pela raiva. Mas apesar da tristeza neles, a delicadeza, o carinho, o amor, mantinha-se presente.
- Eu beijei Tiago - confessou.
- Eu sei - ele respondeu surpreendendo-a.
- Você sabe? - perplexidade e a curiosidade dominavam-a.
- Ouvi quando contaste para a mãe dele - informou-a , ao contrário de seus olhos sua voz não transmitia nenhuma emoção, falava fria e secamente.
- Foi na época que estávamos separados - contou rápido - Foi a única vez - esclareceu.
- Mas mexeu contigo? 
- Foi diferente.
- Você beijou-o livremente?
- Estava carente - disse desviando o olhar dele.
- Você queria ser beijada, ou ser beijada por ele? - disse elevando o rosto dela para poder encara-lo.
- Que diferença isso faz? - perguntou sendo incapaz de entender a questão.
- Você o ama? 
- Ele é meu melhor amigo! - respondeu rapidamente.
- Você o ama? - repetiu Diego
- Ele é meu melhor amigo, caramba! 
- Você o ama, Mia? Amor? De querer ter ele perto, de protegê-lo! De ser o primeiro que você quer falar ao acordar! De levar-te a lua apenas com um sorriso. Amá-lo como você diz amar-me! - disse sobre o olhar atento dê-la.
- Eu nunca amei ele como te amo - falou.
- O que você sentiu quando o beijou?
- Isso tem alguma importância?
- Responde - ordenou.
- Para! - pediu ao namorado.
- Porque disse o nome dele? Porque achou que eu era ele.
- Porque eu queria que fosse - gritou irritada - Porque era ele que estava na minha mente - disse mais calma - Eu achei que fosse ele!

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Há momentos em que lemos o que escrevemos e duvidamos, este capítulo  é um deles. 
Espero que gostem 
E&E

26.5.14

Décimo Segundo PART 3 e PART 4 - M.A.D


Aquele seria o último dia naquele lugar, que por muito que criticavam suas últimas acções viviam deixando no mesmo estado, apesar de usarem químicos mais aceitáveis.  Nos últimos dias estava sentindo seu corpo pedir as substâncias que tinha se habituado a usar, o que deixava-o agressivo e impaciente, agradecia sempre que se senti-se melhor os médicos terem proibido visitantes, não queria que nem sua mãe e nem Mia o vissem daquela forma. Mas ainda não conseguia entender aqueles médicos que estavam ingerindo-lhe aqueles sedativos que tinham quase o mesmo efeito que as drogas, porque naquele momento ele estava sentindo-se nos céus. Mas Mia agora estava com ele.
A porta do quarto se abriu e apesar da imagem desfocada que ele tinha conseguiu reconhecer Diego, e sua amiga que a tempos se tinha mostrado preocupada com ele. Porque os dois estavam ali? Isso era algo que ele muito queria responder já que os dois mostraram nenhum interesse nele que estava deitado naquela cama e quase inconsciente.
Ele segurava ela pelo braço, e dizia-lhe coisas de uma maneira meio agressiva, coisas que ele mal entendia. " Me deixa em paz"; " foi um erro"; " estava carente"; "eu amo Mia". As lágrimas que a rapariga derramava denunciava tudo. Naquele momento ele podia ter o cérebro funcionando de uma maneira lenta, mas até uma criança entendia o que estava acontecendo ali. Diego estava pondo um fim em algo que tinha com ela, pelo amor a Mia, que significava que os rumores que estavam rodando pela escola eram verdadeiros. Ele e a morena que o acompanhava, comiam-se.
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Ela mexia a sua cintura para um lado e para o outro, com calma, acompanhando a música que tocava na aparelhagem, Tonight de Jonh Legend.
Sua garota estava mais feliz que nos últimos dias, ele sabia bem que não era só por ele. Ele tinha que admitir por mais difícil que estivesse sendo que Tiago fazia parte dela, fazia parte da felicidade dela.
No entanto o medo de perdê-la era maior. Ele tinha errado e muito, e por muito que ele soubesse que ela também tinha traído a confiança dele, ele tinha feito pior.
Ele jamais podia ser capaz de conseguir uma rapariga melhor do que a que ele tinha, apesar daquele corpo pequeno magro, dos seios médios e firmes e aquela bunda quase normal, apesar de não estar cheia de curvas. Era o seu coração que o atraia. Seu jeito meigo e carinhoso, que não a abandonava nem
mesmo quando estava furiosa domava-o.
Juntou-se a ela naquela dança calma , sentido suas costas sobre seu peito e sua bunda roçar sobre o seu membro, deixando-o mais atento a qualquer sinal.
Ela inclinou a cabeça ligeiramente para trás fazendo-o ver que tinha os olhos fechados e um enorme sorriso nos lábios.   Colocou suas mãos sobre sua cintura, acompanhando os movimentos deixando-se envolver como ela ao som da música. Podendo simplesmente apreciar ela e ele naquele momento.
A rapariga virou, para poder estar frente a frente a ele, entrelaçou seus braços em seu pescoço, sem parar de movimentar-se ao som da música apoiou-se nas pontas dos pés e tomou os lábios dele.
Seu coração batia velozmente, com uma velocidade semelhante a circulação de seu sangue.
Aquilo devia ser o paraíso, por que nunca antes ela tinha-o beijado daquela maneira, talvez aquilo fosse o sinal, que ela estava preparada.
Sentiu que ela mesmo traçava o caminho para o quarto dele, enquanto cada peça que cobriam seus corpos caiam sobre o chão de madeira de sua casa.
Puxou-a contra ele, empurrando-a sobre a parede, elevou suas pernas até sua cintura, segurava firme suas pernas enquanto seus lábios faziam uma trilha que ele sentia toda a emoção bem em seu membro que em breve podia ser capaz de rasgar o tecido que o cobria.
O sabor de seus mamilos era bem melhor que ele sempre imaginou, ela inteira era melhor do que ele sonhara.
Deitou-a logo sobre a cama, assim que entraram em seu quarto. Não se importou por ver que os seus olhos ainda mantinham-se fechados, talvez fosse por medo. Aquela seria a primeira vez dela, deles. Apesar deseja-se que ela não perdesse nenhum momento, ela devia temer.
Deitou-se sobre ela tomando a sua boca enquanto suas mãos passiavam pelo corpo dela, explorando, conhecendo cada centímetro daquele corpo que muito em breve seria apenas dele.
Sua boca agora explorava seu corpo, e com olhos amava cada centímetro novo que conhecia dela. Seus ouvidos deliciavam-se ao som dos gemidos e da respiração ofegante. Suas mãos tratavam de deixá-la exactamente como ela tinha vindo ao Mundo. O seu cheiro, embriagava-o, deixava-o alucinado, ela seria sua.
- Tens a certeza, meu amor? - Questionou com sua boca sobre a dela, e seus olhos ainda estavam fechados.
- Claro, Tiago - disse ela sorrindo. E intristecendo-o. Ela nunca seria sua, porque ela nunca foi.

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Olá Meninas! 
Tudo bem, espero que gostem do duplo. É um pedido de desculpas.
Beijo Meninas! 

12.5.14

Décimo Segundo Part. 2 - M.A.D


- Não! - disse Jorge pela décima vez naquela conversa.
A introdução, o desenvolvimento e conclusão apresentados por Mia, foram até excelentes e dignos de seu apoio, mas não era o verdadeiro motivo que sua filha queria torna-se voluntária. E enquanto ela não dissesse a verdadeira razão, não podia apoia-la e nem sequer estava se importando com o olhar de Laura.  
O olhar de sua mulher o chamava de hipócrita. Ele podia dizer a mulher que apenas queria sinceridade da parte de sua filha, queria que ela fizesse o que ela tinha feito há alguns anos atrás. Ele não impediria, ele nem sequer era contra o que a filha queria, apenas aumentava o orgulho que ele sentia por ela e por si, por ter sido capaz de tornar-se um novo homem, apesar de o motivo maior ter sido aquela mulher linda que tinha ensinado a sua filha todas as qualidades que tinha, e a mais bela, era de lutar pelo bem das pessoas que amava.
- Pai - implorou - Você conhece a Chila, aquela amiga de Diego - iniciava um novo discurso - Ela também fez isso, antes de ir a Universidade e disse que aquilo ensinou-a a ser alguém melhor - disse vendo que seu pai manteu o rosto de desagrado que tinha desde o momento que ele tinha entendido o que ela estava o pedindo. - Eu pensei que você confiava em mim! - disse triste.
- Seu pai confia - Entreviu Laura rapidamente. - Ele até esta orgulhoso de ti - avisou sorrindo.
- Mas você não está sendo sincera comigo Mia - falou olhando para as suas mãos que estavam unidas as da mulher.
Aquela mulher tinha sido a cura dele no mesmo problema de Tiago há alguns anos atrás. Ele pensou que no dia que ela o viu colocando aquilo dentro de si até convidando-a seria o fim. A maneira que ela tinha ido embora sem dizer-lhe nada, seria a ultima vez que ele a viria, que poderia nunca mais sentir o que ela o tinha feito sentir. Mas não, ela enfrentou até mesmo os pais, para ele ser aquele homem, aquele pai.
- Tiago precise de mim - disse fazed seu pai sorrir.

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Peço desculpas pelo atraso e pelo tamanho do capítulo.
Boa Leitura