Costa Web Novel

8.3.14

Oitavo Capítulo - M.A.D

Milhões de Desculpas. 
Fiquei sem tempo.
Agora só postarei aos finais de semana.
Já estamos na reta final da escrita da Web. 
Vocês não irão se arrepender nenhum pouco do tempo que ocupam aqui.
Beijão.
Bom fim de semana 
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Capítulo Oito

Nunca se é tão forte para habituar-se a uma traição, muito menos quando amamos de verdade a pessoa que cometeu. Muitas das vezes tentamos nunca falar sobre o assunto , assim na nossa vida será como se não fosse real, enquanto o pensamento altera o nosso estado psicológico negativamente quando tentamos mentir para nós, mesmos tendo a verdade diante a nós. Era isso que se passava com Diego.
Era um grande dilema “ deixar quem ama, ou sofrer não sendo correspondido" pois depois de tudo que ouviu já não sabia ao certo até onde sua relação com Mia chegaria. Contudo estava disposto a continuar a lutar pela namorada, ela é a tal.
-Diego! - chamaram-lhe - Passa-se alguma coisa? Andas tão distante! - Pergunta sua colega na biblioteca, pois o livro que tinha na mão estava de cabeça para baixo e não deixava de olhar pela janela.
- Nada. – Respondeu rindo-se da situação suavemente.
- Nada? Ok! – Responde Chila duvidosamente, mostrando estar um pouco ofendida.
- Não te sintas mal, prefiro não falar sobre certas coisas. – Justificou-se.
- Está bem, sendo assim não vamos falar sobre certas coisas, mas convido-te a fazer certas coisas comigo. – disse com um sorriso maroto nos lábios - Topas? – Pergunta ansiosa.
- O quê? – Pergunta perplexo. – O que queres dizer com certas coisas? És uma rapariga tão meiga… - Responde insinuando que ela falasse de coisas sexuais.
Chila riu-se desajeitadamente  provocando pedido de silêncios das pessoas que estavam na biblioteca.
- Diego, a sério?! , não acredito que pensaste até aí! 
Embaraçado olhou para a colega e sorriu lamentando pela confusão.
- Olha está bem! Mas apenas se for agora, daqui a nada expulsam-nos da biblioteca de qualquer forma.
- Ok. – Responde Chila arrumando rapidamente suas coisas.
- Não vais dizer-me qual é o meu destino? – pergunta Diego curioso.
- Mmmm, sei que gostas de coisas sofisticadas, mas importaste de fazer algo muito simples e talvez corriqueiro? – Perguntou preocupada.
- Já roubaste-me da escola podemos fazer o que quiseres - falou coçando sua barba.
- Bem - falou sorrindo feito boba - Minha família costuma organizar mensalmente uma sentada familiar, com direito a jogos, estórias e histórias, danças e tudo que podermos-mos imaginar. 
- Ok ,estou a gostar, continua. – Sussurra divertidamente.
- Falta apenas as bebidas eu fiquei de compra-las agora mesmo.
- Já percebi - cruzou os braços no meio do estacionamento e encarou-a sério - Já que estou aqui contigo serei o teu motorista. – Disse fazendo-a sorrir.

Começaram a tarde desta maneira fazendo compras, tiveram a oportunidade de falar sobre todos os assuntos menos o porquê de tanto pensamento.
Diego nunca tinha apreciado o quão bela era sua colega, mas notou naquele momento toda desastrada com dois sacos de compra nos braços e tentando pegar as chaves de casa na sua bolsa, enquanto era necessário apenas tocar a campainha.
Sua pele negra, enfeitada com seu cabelo frisado negro e seus olhos mais claros que a pele, tiveram um efeito encantador para Diego fazendo-o esquecer de ser cavalheiro.
- Tu és um grande ajudante – Diz deixando cair as chaves.
- Perdoa-me, fiquei distraído. – Diz apanhado a chave,
- Com o que se a única coisa que vias era a mim. – Perguntou retoricamente fazendo-o soltar um leve sorriso, pois ela estava certa sobre o que dizia mas não muito coincidente do facto.
Finalmente Diego abriu a porta.
Nunca fora tão bem recebido. Chila e sua família eram carinhosos e muito espontâneos. Por uma tarde todo Diego conseguiu esquecer todos os seus problemas para divertir-se, foi ótima a escolha ter aceitado o pedido de Chila. Conheceu os primos, irmãos e tios da menina, jogou futebol, garrafinha, comeu, riu, caiu, sujou-se, fez de tudo e acima de tudo descobriu que Mia não era a única com tantas qualidades.
- Tem um banheiro em meu quarto - disse olhando-o enojada quando o rapaz e os irmãos invadiram a cozinha - Estás horrível assim. – Avisa gozando com ele, pois estava todo sujo de tanta brincadeira e muito mau arrumado. 
Já que estava vestido um pouco formal.
Conhecia o quarto da garota pela excursão que o pai dele fez a ele pela casa.
Jogou a gravata que tinha no bolso do calção que usava, que foi emprestado pelo irmão mais velho de Chila. Retirou a camisa e os tênis ficando apenas de regata, calção e meias cobrindo seu corpo.
- Obrigas-me a fazer tanta coisa e depois ainda fazes troça rapariga. – Reclama num tom amistoso quando a rapariga entra no quarto.
- Tá, mas não diz que não gostaste.
- Vou dizer sim, porque eu não gostei… amei.
- Isso é bom, pena que evitava-te sempre tens um ar muito rude as vezes. – Explica ela o motivo pelo qual nunca interagiu com ele.
- Sério? E o que levou-te a falar comigo hoje senhorita? – Pergunta recebendo a toalha da mão dela e entrando de costas para o banheiro.
- Bem, penso porque estavas diferente dos outros dias. – Explica dando costas e saindo do quarto para dar-lhe privacidade.

4.3.14

Sétimo Capítulo PART.3 - M.A.D

Olá Queridos Leitores.
Feriado de Carnaval está indo bem?
Vou confessar que é um feriado muito nada especial para mim.
E minhas aulas começam amanhã! Estou feliz, cansei de ficar em casa.
Agora vou ficar igualzinha a minha colega Elda, só entrego os capítulos a ela no final de semana. 
Queria divulgar para vocês esses dois blogues:
Espero que Gostem. 

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Sétimo Capítulo PART. 3


Matilde, mãe de Tiago ficou perplexa com o que tivera percebido, mas ao mesmo tempo suas pupilas aumentaram de tamanho, revelando gosto pelo o que lhe fora revelado. Como mulher entendia o porquê de tanta confusão na sua cabeça, e não foi necessário muito para perceber também o porquê do comportamento absurdo dela e de seu filho. O que queria dizer era “ maravilhoso querida”, mas na realidade não era nada maravilhoso quando ela tinha um namorado.
- Ok querida, agora já percebo – Diz Matilde sem saber o que dizer a seguir.- Vamos fazer o seguinte… - continiou levantando-se da cama de Mia e puxando-a consigo. - Neste momento deixamos todos os convidados e todos aqueles que tu amas, para além de Tiago estão esperando-a, o que não é nada ético querida - lembrou-a.
Enquanto aconselhava Mia notou que o volume da música já tinha sido aumentado para disfarçar o pequeno problema que havia ocorrido “ o abandono do bolo a choros”.
- Ok! - Respondeu ainda muito abatida – Tens razão. Os meus pais? – Perguntou.
- Estão na sala de estar com os convidados - respondeu - Quanto ao Diego, bem, ele não está bem com tudo isso também – Avisou informando-a indirectamente que não é ela a única que sofre por isso.
- Ok.. – dizia repetidamente. – Já desço Matilde vou lavar-me e concentrar-me.
-Tudo bem! - sorriu para a rapariga que era praticamente uma filha para ela - Espero por ti lá em baixo. Amanhã vamos conversar querida, se tiveres disposição para tal. – disse fechando a porta do quarto de Mia.
Começava a sentir-se mal. Sentia pelo seu namorado, não muito pelos pais porque não tinha nada haver com eles.
Em 5 minutos conseguiu recompor-se e era como se nada tivesse acontecido, como se lágrimas não tivessem sido derramadas. Conseguia mesmo disfarçar.
O quintal era meio vasto, o suficiente para estar instalado um baloiço. Era aí onde Diego estava, sozinho sentado com os auscultadores nos ouvidos provavelmente alguma música de Trey Songz, gostos musicais que agradavam imenso sua namorada.
- Diego? – Chamou em forma de pergunta tocando sua mão em seu ombro fazendo com que ele olhasse de lado. Ao ver Mia soltou um sorriso forçado tentando disfarçar seus sentimentos.
- Posso sentar-me ao teu lado? – Perguntou tímida, pois sabia exatamente o que se passava na cabeça de Diego, pensava ela.
Diego olhou para ela quase sem nada para dizer, segurou sua mão e conduziu-a diante dele, para poderem estar cara a cara, olho no olho e observou-a enquanto deixava-a corar de culpa.
- Senta-te – ordena depois de quase um minuto.
Sentou-se mas não entendia o comportamento do namorado, estava sereno e sem muita reacção, muito pensativo.
- Feliz aniversário amor – Desta vez mas descontraído beija-a a testa profundamente, um beijo respeitoso.

Escrito por E&E

2.3.14

Alerta!

Olá a todos os Leitores, espero que estejam todos bem e cheios de saúde. Eu e a Elda estamos um pouco tristes. Parece que nem todos vocês leram a introdução do blog e nem mesmo a parte lateral direita do blog. Eu a Erimilsa não escrevo a história sozinha, tenho uma companheira incrível e muito talentosa, então por favor ela também merece créditos pela história. 
Obrigada pela atenção! 

28.2.14

Sétimo Capítulo PART.2 - M.A.D

Olá! 
Tudo bem com vocês? 
Fim de semana de Festa! 
Estou um pouco tristonha, mas é algo que através de duas leitoras fiéis já superei. Obrigada Ilka e Diana. 
Mais um Para vocês Hoje. 
Espero que gostem e comentem.
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Sétimo Capitulo PART. 2

Mia achava que algo realmente estranho estava se passando, tudo bem que ela tinha feito 18 anos e deixaria de ser a menina do papa e agora a mulherzinha dele, mas Senhor Jorge passando um dia inteiro dentro de um shopping, fazendo tudo que ela queria era realmente surreal, ela tinha passado três horas dentro de um salão e seu pai nem reclamou, sua mãe tinha razão ele está ficando velho.
Sorriu para o homem sentado no banco de condutor com a barba feita e o cabelo grisalho aparado. Laura e ela eram a segunda família dele, sabia que em algum canto do mundo ela tinha irmãs ou irmãos, avôs paternos e tios, mas havia alguma razão seu pai não falava sobre aquilo, ele era feliz com elas e só isso bastava.
Estacionou o Nissan Armada preto na entrada de casa. Nem mesmo o carro de Diego ela conseguiu ver, talvez chegasse mas tarde, mas não era o carro dele que ela procurava, e nem vestígios da moto dele estavam ali. Tudo que conseguiu ver é o carro de sua mãe. Seria um jantar íntimo, compreensível já que eram 18 anos de sacrifícios deles.
- Abre a bagageira pai - pediu descendo do carro. 
- Pegamos isso pela manhã - avisou-a.
Eram demasiados sacos, tinha dado cabo de alguma economia de seus pais, mas como Jorge repetia ela merecia cada centavo. Talvez se Tiago tivesse por perto ela acreditaria, ele realmente conseguia convencer-lhe que era merecedora de muitas coisas. Até dele.
Deu de ombros e caminhou na direcção de casa seguida por seu pai.
Girou a maceneta  e abriu a porta.
Seus olhos humedeceram instantaneamente ao som de Parabéns cantado pelas pessoas mais importantes de sua vida. Todas as pessoas.
Mas seus olhos ficaram presos ao moreno alto e musculoso que carregava o bolo que tinha o formato de três livros e uma garota sentada no topo lendo.  Típico dela.
Ela aproximou-se do garoto e soprou 18 velas e dirigiu seus olhos nos dele esquecendo os aplausos e quem estava lá.
- Parabéns pequena - disse ele com um sorriso lindo nos lábios que quase faziam a garota perder o ar. 
Como se num acto mágico o bolo sumiu das mãos do rapaz, Mia saltou no colo dele, entrelaçando suas pernas na cintura dele apertando o corpo dele contra o dela, timidamente ele rodou suas mãos sobre as costas dela e fechou os olhos, sentindo seu coração disparar e a alegria apoderar-se dele.
- Senti tanta tua falta, Tiago - ela sussurrou no ouvido dele.
- Epá, epá - Jorge disse interrompendo os dois - Também mereço um desses.
A garota afastou-se do amigo e sorrindo jogou-se aos braços do pai. 
Os olhos de Tiago dirigiram-se ao rapaz que estava parado ao lado de sua mãe, ao contrário da mulher elegante, ele não olhava para aniversariante radiante, mas sim para Tiago.
Não havia nada que ele pudesse fazer, ele poderia ser o namorado que ela dizia amar, mas Tiago era o primeiro homem que ela sempre procuraria, aquele abraço, aquele momento, aquilo que eles transmitiram era algo diferente do normal, talvez a saudades aumentou o sentimento deles. Ele não podia privar Mia de Tiago, ele tinha que aprender que a garota é dele.
Tiago desviou o olhar no exacto momento que Mia beijou Diego, sua missão estava feita ali. A garota só precisava vê-lo ali, e isso ela já tinha feito.
Enquanto todo estavam entretidos e saiu da vivenda. Ele queria aquele beijo, e se ficasse ali, ele iria ter e Mia iria odia-lo, e ele não precisava mais uma rapariga no mundo com ódio dele.
- Onde está Tiago? - perguntou Mia aos presentes querendo entregar a primeira fatia.
O rosto de Matilde denunciou o conhecimento dá localização de Tiago, simplesmente sorriu fraco para Mia que simplesmente pousou o pires sobre a mesa. Largou a faca e afastou-se da mesa sobre o olhar de todos.
- Mia - sua mãe chamou-a enquanto ela corria nas escadas dirigindo-se para seu quarto. 
- Eu falo com ela - disse Diego sentindo-se horrível, ele estava fazendo sua garota sofrer e isso não fazia parte do trato.
- Eu faço isso - disse Matilde largando a mão do marido indo na direcção da escada. 
Talvez fosse instinto de mãe, ou sexto sentindo como diziam, mas havia algo atrás daquela história de "quem merece quem" ela sabia que a garota gostava do filho ser quem era e apesar de querer que alguns hábitos dele mudassem, isso não a afastaria dele, era o que mais a prendia nele.
Como um mal hábito, simplesmente entrou no quarto da menina e viu-a encolhida sobre a cama chorando. 
As fotografias que decoravam seu quarto na sua maioria eram de Tiago ou ela com Tiago, algumas de Diego e a família. Sempre disseram que se descrevia alguém pelo quarto.
O retrato na mesa de cabeceira era idêntico ao do quarto de Tiago, ela nas costas do filho fazendo caretas enquanto ele sorria, na época ele tinha 17 e ela 14 ou 15. 
Sentou-se calmamente na cama e passou as mãos repetitivamente sobre as pernas da garota.
- A culpa. É . Minha - dizia com dificuldade ainda chorando - Sou culpada por ele não me querer por perto - informou abraçando Matilde, humedecendo a camisa de seda lilás com suas lágrimas.
- Não, querida. A culpa não é sua - disse tentando acalma-la.
- É, é sim - disse encarando a mulher que ela considerava extremamente bela - Não devia beija-lo Matilde, eu não devia - disse - Não sei, não sei porquê, mas fi-lo e não devia - falou confusa.

25.2.14

Sétimo Capítulo Part. 1 - M.A.D


Um mês.
Ninguém alguma vez pensou que eles conseguiriam ficar um mês sem nem sequer olhar um no outro. Nem mesmo trocando mensagem. Não era fácil para ninguém, porém era o mais certo a fazer pelos dois, pela amizade deles. 
Só o tempo os ajudaria a entender o que eles realmente sentiam, mais precisamente o que Mia sentia.
Tiago sempre soube que não podia ser somente amizade o que ele sentia, ela para ele chegava a ser mais importante que sua mãe, o que o assustava imenso e tudo piorou depois da paulada que seu tio Armando deu-lhe, parece que tudo se tinha intensificado, ele já não queria ela apenas como a amiga, a irmã, queria Mia como sua, beijar-lhe daquele jeito, fazendo-o sentir coisas que nunca sentiu. Mas ele não podia, ele sabia que aquele beijo foi um erro, que Mia estava sofrendo ainda pelo termino, estava carente e que ela amava Diego.
As mensagens dela pediam o melhor amigo de volta, e não para conversar com ele, ou para arranjarem uma solução, ela queria o Tiago amigão, o grandalhão dela. E ele ainda não sabia como iria reagir perto dela, porque a fase de negação tinha terminado quando os lábios dela uniram-se aos seus. Mia era a tal.
- Quando você vai aprender a assumir as tuas responsabilidades - disse a mulher alta vestida elegantemente invadindo seu quarto.
Tiago manteu-se estático deitado na cama contemplando o teto. Era normal sua mãe entrar em seu quarto daquela forma, houve uma época que ele trancava a porta e ela tratou de remover a fechadura, talvez ele devesse tirar a porta do lugar já que não tinha nenhum uso para ela.
- É a quinta vez que Laura liga - avisou sua mãe esperando algum sinal do filho - Você não vai a festa surpresa? 
Tiago levantou o tronco e olhou para sua mãe.
- Você esta chorando? - questionou surpresa sentando-se ao pé do filho. 
Era a primeira vez depois de anos que via Tiago com lágrimas nos olhos, abatido. Ele sempre, desde muito novo, odiava mostrar seu lado sensível as pessoas, excepto Mia. Matilde amava a presença daquela menina na vida de seu único filho. Ele seria muito pior se não tivesse ela em sua vida.
- Não sei se devo ir - informou-a
- E posso saber o porquê?
- Talvez não seja bem-vindo - disse coçando as pálpebras.
- Estamos falando da família Lourenço, Tiago - disse indignada - É aniversário de Mia - avisou.
- Por isso mesmo - levantou-se da cama.
- O que está acontecendo? Você não sai se não for para Universidade, não que eu esteja reclamando - esclareceu - Mas parece que você se fechou no teu mundo e está afastando todos - concluiu.
- Não estou afastando todos - corrigiu-a - Só estou afastando Mia - encarou sua mãe.
- Porquê? 
- Ela não merece alguém como eu na vida dela - confessou.
- Sim, ela não merece - disse - Mas ela precisa - informou-o - Ela precisa de ti, de um amigo como tu, tal como você precisa dela - falou caminhando até ele.
- Você não entende - resmungou - Ela precisa ficar longe de mim! 
- Meu filho, isso é uma decisão dela - acariciou o rosto do filho e deixou-lhe sozinho. 

22.2.14

Sexto Capítulo - M.A.D


Ele andava pela cozinha, tentando preparar alguma coisa que pudesse superar os cozinhados da namorada, como se aquilo fosse possível, seria até mais fácil se ela preferisse ficar vendo televisão do que ficar observando-lhe daquela forma.
Parou diante a ela e chocalhou a mão frente aos seus olhos, ela não o observava, ela não observava nada, estava em outra dimensão, sua mente estava bem longe dali.
Estava sendo um hábito que ela adquiriu desde que eles voltaram, ficava viajando na Lua e nem partilhava como fazia antes, simplesmente dizia "Deixa para lá" sempre que ele perguntava. Talvez se ele não fizesse aquele trato com Tiago ela seria mesma de sempre, e não a garota que se desligava do mundo de cinco em cinco minutos. 
- Está com saudades dele? - perguntou virando-se para acabar de preparar a omelete.
- Saudades? De quem? - perguntou meio confusa.
- Tiago - citou o nome do rapaz tentando esconder a raiva que tinha de ter iniciado aquela conversa.
- Decidiu aceitar falar sobre isso? - perguntou confusa, lembrando-se que a última vez que ela tentou seu namoro quase voltou ao fim.
- Estou vendo que você sofre - virou para olhá-la.
- Ele simplesmente excluiu-me - a tristeza apoderou-se de sua voz. 
- Deve ter tido seus motivos - motivos 
como ele. 
O beijo.
As lágrimas surgiram de imediato nos olhos de Mia, era ela a culpada dele afastar-se. Podia ter ficado quieta e ter simplesmente aproveitado aquele abraço, e muito provavelmente não seria o último. 
- Não chores - falou enxugando o rosto da namorada com o polegar - Não precisas chorar, ele é que está sendo um idiota - falou.
- Não! Ele está fazendo o que acha ser certo - avisou-o com voz rouca.
Nenhum dos dois sabia o que podia acontecer se eles voltassem a ver-se. As coisas obviamente não seriam normais. Não seria mais Tiago e Mia irmãos inseparáveis, seria talvez Tiago e Mia os traidores, ou os amigos que escondem sentimentos. 
Porque ela sabia que quando saiu daquela turma após o teste, tudo que ela queria era voltar a sentir aquela explosão de sentimentos, aquela velocidade incrível que seu coração batia, sentir-se protegida, feliz, amada.
Beijar Diego transmitia-lhe emoções, mas longe de ser como aquelas emoções. Talvez amor não é o que ela pensava ser.
- A culpa é minha - disse por fim encarando o namorado.
- Mia - citou seu nome tentando acalma-la.
- Quero meu melhor amigo de volta - disse chorando furiosamente.
Diego deu a volta ao balcão e abraçou-lhe forte, culpado era ele. Ele é que tinha afastado ele dela, e não ela. Não havia razões para ela achar-se culpada.
- Desculpa - lamentou enquanto a cariciava seus fios de cabelo.

19.2.14

Quarto e Quinto Capítulo - M.A.D


Olá e Muitas Desculpas...
A falta de comentários no capítulo anterior desanimou-me, confesso
Mas hoje tem duplo, dois capítulos feitos pela Minha co-autora e Aniversariante.
Minha Menina Elda já tem 18 anos !!!
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QUARTO CAPÍTULO

Era castanha, típico tom de madeira, bem não havia nada naquele rapaz que Tiago não acha-se típico. E bem era tudo que ele queria para Mia, o típico.  Um típico namorado, um típico romance. Coisas típicas, já que tudo que ele oferecia para a garota não era nada típico. Como a manhã que foi obrigado a passar no hospital, apenas tomando soro sobre o olhar atento triste de sua amiga. Ela merecia algo melhor. E algo que ele não suportava era cabeça mais dura que a sua. 
Tocou a campainha três vezes seguidas e aguardou para ser atendido. Ele só sairia dali quando mostrasse aquele idiota que se ele continuasse a ser um palerma seria infeliz para o resto da vida, mesmo que algum dia se arrependesse. A porta abriu-se e estava por trás aquele rapaz barbudo com um vestir clássico, e de bom aspecto, Diego.
- O que fazes aqui? – Perguntou frio, expressando indiferença em seu olhar.
- Preciso conversar… - Disse Tiago gesticulando a cabeça, fazendo um movimento leve convidando-o para fora de casa.
Pelo menos até aí entendiam-se.
- Diz lá o que precisas, tenho muitas coisas a fazer.
- Presta atenção, não me agrada estar aqui e tu sabes disso, mas preciso que tenhamos uma conversa séria, e espero que percebas a mensagem…
- Estou de ouvidos, vou deduzir que tenha algo haver com a Mia.
- Não me deves satisfação nenhuma, e disso tenho a certeza que sabes. Não te vou fazer perguntas, mas …  - diz calmamente . - A Mia ama-te muito , e não é qualquer idiota, ou charlatão que vai fazer dela um brinquedo, se tu a queres é melhor ires atrás e por te a pau, ela é minha irmã e todo mal que a fizeres vais lidar comigo - avisou-o
- Gostas de fazer-te passar por irmão, para a poderes ter! - cuspiu as palavras - Quem és tu para estares aqui a dizer-me o que devo ou não fazer - saiu do apartamento - Aconselho-te a afastar-te dela antes que a metas na porcaria de vida onde tu andas, não sei o que ela vê em ti… - afirma fazendo Tiago surtir de nervos, ponto a partir para cima dele. 
Na verdade ele não sabia exactamente o que queria fazer em casa de Diego, era como se aparecendo lá conseguiria resolver os problemas de Mia. Até certo ponto Mia era orgulhosa e dificilmente corria atrás de perdão, mesmo que se sentisse culpada. Para além disso não sabia que não podia fazer mais do que conversar com Diego.
- Tudo bem, diga o que quiseres. Mas acredites ou não a Mia para mim é uma irmã e preciso que alguém cuide bem dela, e vejo que és ideal, embora muito me custe admitir - respirou fundo - Ela ama-te com todas as forças, só precisa de um pouco mais de compreensão sua… - Respondeu Tiago contendo os sua raiva. 
Deu as costas a Diego, já não tinha nada a dizer, cabia agora a ele ouvir-lo e agir. 
- Ok, eu serei mais compreensível se tu te afastares dela. – Respondeu Diego tentado fazer uma negociação suja, não pensava em ninguém se não nele mesmo.
Assim que ouviu aquelas palavras sujas, egoístas e típicas de Diego, em menos de um segundo  vira-se ficando frente a ele ,sem pensar em nada, agindo instintivamente pegou-lhe pela camisa. Diego era ainda mais idiota e do que ele achava. 
Não pensou duas vezes e deu-lhe um murro bem no centro do seu rosto e jogou-o ao chão.
- Combinado - disse Tiago indo embora. 
QUINTO CAPÍTULO

Apesar de jovem e tendo somente 20 anos de idade, ainda não sabia o que queria da vida, pelo menos não como as pessoas esperam que saiba. Sua vida não passava de sentimentos efémeros, de problemas familiares e problemas de personalidade. 
Vivia sem nem mesmo saber porquê. A única coisa que sabia que era real é que vivia, e que não era nada maravilhoso.
Naquele dia em que decidirá bater a porta da casa de Diego, fê-lo  mas não conseguia deixar de sentir dor pelo que dizia, porque não dizia por ele, mas sim pela garota. Deste então, cumpriu a sua parte do trato, afastou -se completamente sem dar explicações. Mesmo assim não deixava de pensar no dia em que acompanhou Mia para fazer o teste de admissão para a faculdade.

"- Garoto sai já de casa - gritou do outra lado da linha - O senhor prometeu acompanhar-me a universidade - lembrou-lhe Mia super entusiasmada. 
O teste estava marcado para as treze horas.
- Hoje tu é que vens, levo-te para almoçar e depois direitinho para a universidade, com o meu carro - Respondeu ainda delirando pelo presente dos pais.
-Tá, faço o que quiseres, já que tu é que vais pagar mesmo – diz desligando o telefone enquanto ouvia leves sorrisos no outro lado. "

Tiago agradecia a Deus, que nem sabia se acreditava ou não, por ter colocado sua amiga noutra universidade. Já bastava ter de ver o seu namorado praticamente todos os dias, não precisava vê-la nos seus braços também.
Tinha de compor-se pois depois de duas semanas de aulas já se previa os testes de surpresa, mas por tanto que se esforçasse não conseguia concentrar-se ao certo no que fazia, porque quando ele não estivesse embriagado de álcool estava embriagado de sentimentos.

"- Quando é que teus pais voltam? – Perguntou a ele dando-lhe um beijo suave no rosto.
- Ainda não sei - respondeu vendo-a terminar sua bebida - Ligaram dizendo que talvez ainda passam mais um mês no Brasil! - respondeu desviando o olhar  para o garçon que  passava-lhes a conta.
- Não de preocupes grandalhão, pelo menos tens-me. - consola-o segurando sua mão esquerda com os seu dez dedos e as duas palmas das mão fazendo efeito sanduíche.
- Sei que tenho… - responde esquivando o olhar para não perder a expressão MACHÃO. 
– Vamos já faltam 20 para as treze. – diz olhando para o relógio na sua mão direita."

O som da marimba soou, conhecia aquele toque perfeitamente. Toque de chamada da maioria dos iphones. 
 – Alô brother! - saudou-o - Hoje vamos naquelas bandas? - questionou Tony meio desorientado. Era um dos rapazes que andavam sempre com Tiago quando o assunto era droga e sexo.
- Não, hoje não! - respondeu irritado - Já disse para ligares quando eu mandar ligar! – Avisa Tiago irritado desligando o móvel.
Largou os cadernos e livros, notou que não valia a pena insistir estudando, não estava concentrado. A única coisa que podia aproveitar fazer é sair um pouco de casa para descontrair. 
Seus pais avisaram que já chegavam no dia seguinte, assim mais um dia a sós com aquela casa enorme. Pegou sua moto e foi...

"- Estou nervosa… - diz atrapalhada quase tremendo. 
Já sabia que seria a próxima, a senha que tinha em sua mão era a 19, e a 18 já estava sendo avaliada
- Vem cá - chamou-a - Um abraço vai acalmar-te - Disse-lhe Tiago. 
Mia entrelaçou seus braços na cintura do amigo, com um dos braços ele rodou suas costas e com o outro envolveu sua cabeça fazendo carícias suaves em seus cabelos com o objectivo de relaxa-la. 
Largou a cintura do moreno lentamente e encolheu seus braços colocando suas mãos como apoio para a sua cabeça que estava escondida no peito de Tiago. Abraço tão duradouro que praticamente esqueciam-se do local onde estavam, o bom é que não tinha tanta gente em volta. 
Tiago perdeu-se no cheiro á lírios de seu cabelo, do cheiro a caramelo de sua pele, levemente deslizou suas mãos pelas costa de Mia até a cintura, ela ainda mantinha o rosto escondido no peito dele, mas não podendo evitar aquela sensação, que nunca tinha sentido antes, aquele abraço envolvia-lhe o corpo e alma, e de jeito nenhum quis que acabasse. 
Ouviu a linda voz grossa, masculina, refinada sussurrando no seu ouvido “ Mia, Mia” e assim levantou seus olhos que ficaram fixos aos olhos de Tiago. Raramente ele aceitava fazer contacto visual, o que fez-la perceber que ele sentia o mesmo"

Já circulava as ruas durante uma hora, começava a ficar cansado. Decidiu fazer uma paragem em casa de sua tia, já não a via a muito tempo.
Bateu a porta cerca de três vezes ninguém abria , mas conseguia ouvir algum barulho. A casa era pouco protegida já que aquele bairro era seguro, ousado como é pulou o muro.
- Alguém está em casa? – Perguntou não para saber se alguém estava, mas para dar a conhecer que ele tinha entrado. Para chegar até a sala de estar tinha de passar pela cozinha, lá tinham bolos e frutas. Pegou uma maçã deu uma dentada olhou pelos armários descaradamente. 
- Armando! Armando! Ta aqui um bandido socorro! – Gritou a senhora histérica sem reparar quem era a pessoa, afinal de contas quem é que entraria em casa dela sem dar satisfação. Saio correndo para o quintal estava com muito medo até porque Tiago ao invés de identificar-se achou engraçado e foi atrás dela. Chegando ao quintal reparou que o motivo da demora para alguém notar sua presença é que havia uma festa. De repente sentiu uma forte pancada na cabeça e escureceu.

" Ambos os olhos brilhavam, pela urgência ou ansiedade de fazerem aquilo que seus corpos precisavam demais naquele momento. Precisavam compreender o que era aquilo que tinha tomado eles com apenas um abraço.
Mia desviou os seus olhos do dele, para os lábios carnudos e rosados que tinham sido os primeiros que ela tinha beijado a sua vida toda.
Sem pensar duas vezes tomou a iniciativa  e uniu-os. 
A mão de Tiago foi até a sua nuca, puxando-a mais para ele, aprofundando aquele beijo inocente que ela tinha começado. 
Fazia imenso tempo que ele negava a si mesmo que era isso que ele queria.
Após ela permitir ele penetrou sua língua, explorando-a, saboreando-a, conhecendo-a. A garota diminuiu a intensidade sorrindo no meio daquele beijo.
Era Tiago, e ela estava sentindo muito mais do que quando beijava Diego.
- Mia Lourenço - Chamaram"

- Tiago! Tiago! - ouvia fraco sua tia chamando-o.
Sua tia ou Mia? Ele via aqueles olhos tom de mel brilhantes e aquele sorriso delicado. Exactamente como ela ficou depois do beijo enquanto dirigia-se a turma onde seria avaliada.
Tinha sido a última vez que ele tinha visto a menina. 
Apertou os olhos e viu os olhos verdes e cabeleira negra presa num coque desleixado e o rosto um pouco enrugado. Não era Mia, mas sim sua Tia Diana.

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Espero que tenham gostado.
Comentem muito!
XOXO!