Costa Web Novel: Meu amor é doutro
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13.2.14

Segundo Capítulo. - M.A.D


Olá! Estamos amando os vossos comentários!
Esse tá meio grande, não fiquem com preguiça não tá!
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O sorriso que tinha em seus pequenos lábios não era sincero, porém tinha que confessar que de certa maneira era cómico ver sua mãe revirando seu roupeiro para encontrar algum conjunto para obriga-la usar. 
Algumas gargalhadas a mulher de sua vida era capaz de arrancar de si quando ela informava que não vestiria a roupa escolhida, sabia que dentro de minutos sua mãe iria dizer que ela não tinha roupa para sair, mas acreditava que isso não a faria desistir da missão de tirá-la de casa. 
Tiago e Laura quando punham juntos algo na cabeça em relação a ela, ou ia até ao final ou ia até ao final. 
- Isso vai ficar-te tão bem - informou mostrando a morena que tinha ainda os cabelos molhados devido ao banho recém tomado, o vestido com padrão floral rodado - Presente do Tiago? - a garota confirmou balançando a cabeça. 
Seu amigo tinha bom gosto, apenas não sabia usá-lo, se soubesse mulheres como as que ele leva para cama não conheceriam o que ele baptizou por "Paulão". Tiago precisava de uma mulher firme, pois ela sabia que não precisava muito para ele ser melhor que muitos homens que conhecia. 
- Queres que trate do teu cabelo? - perguntou a sua única filha enquanto entregava-lhe o vestido.
A garota balançou a cabeça negando, e foi para o banheiro que tinha em seu quarto. Sabia que ao contrário dela sua mãe não iria deixar a roupa atirada pelo quarto inteiro, algo que ela não tinha herdado dos pais era organização, também vestir frente a ela seria meio desconfortável, já fazia a anos que sua mãe nem a via de roupa interior.
- Que desarrumação é essa? – Perguntou meio irónico entrando no quarto de Mia, apesar de já estar habituado a encontrar o quarto naquele estado. 
Livros sobre a cama, roupas fazendo papel de tapetes, e ainda diziam que as mulheres são muito arrumadas.
Laura ,diferente de muitas mães tinha um estilo meio liberal,  mas havia limites. Não se importava com o local onde o amigo de sua menina preferia ficar, dentro ou fora do quarto dela, não havia importância. Sabia que nada poderia acontecer entre eles dois. Não havia aquele impacto físico, aquela troca de olhares que os desligava do Mundo, que desperta-se calores a quem estivesse perto. Eles eram irmãos, agiam como irmãos, brigavam como irmãos. Tiago era um para ela.
- Mãe manda esse gajo fora do quarto, está aqui a mandar indirectas e não estou vestida -  sua voz ouvia-se do banheiro onde estava, notava-se que seu ânimo  era outro, não admitia mas amava a indelicadeza de Tiago.
- Vá lá querido… - disse Laura gesticulando a cabeça, dando a entender ao rapaz que saísse do quarto.
Uma menina mulher, linda e meiga. A tristeza nos olhos notavam-se mas em seguida era abafada pelo sorriso bajulador agora mais verdadeiro, que saindo do banheiro notava-se.
Puxou o cabelo para trás fazendo um coque alto e meio desarrumado, com as orelhas livres de qualquer enfeite, usando o vestido que o Tiago ofereceu e uns sapatinhos rosa sem padrões e com um pequeno laço em frente de cor branca, jeito de vestir muito feminino.
-Estou pronta – falou olhando para a mãe de um jeito encantador e ao mesmo tempo de quem comeu e não gostou.
Tiago já tinha a sua carta de condução a bastante tempo, mas seus pais evitavam ter de o oferecer um automóvel, pois já tinha feito besteira que chegue.
- Hoje tenho de sair, não vou com vocês, peguem as chaves do meu carro e avancem. Eu vou de boleia – Avisou Laura. – Juízo – Alertou.
Tiago segura a mão de Mia quase arrastando-a para fora de casa, levando-a para dentro do carro, um Elantra preto que a mãe da morena tinha a 4 anos. Abre a porta a direita para que ela pudesse entrar e rapidamente dá a volta pela frente e entra para o lugar do condutor.
- Eu não acho que tu sabes onde estas a levar-me! – Afirmou olhando para o telefone, provavelmente esperando  uma mensagem do namorado, ou seja ex-namorado. 
Já eram 17 horas, e faltava pouco para o por do sol.
- Espero que não me leves num sítio que não sabes como voltar - Continuou.
- Achas mesmo!? Tu queres é que eu diga onde vamos, espera… - insinua olhando para ela encostada á cadeira inclinada um pouco para trás, permitindo- a repousar, enquanto ele a apreciava sorrindo.
Na verdade ele não sabia mesmo onde ia, não haviam muitos sítio que achasse conveniente, tinha claro os cinemas, os restaurantes, e tudo mais, mas não eram esses sítios que a sua querida precisava, tinha de ser um sítio onde pudesse gritar sem que ninguém ouvisse, chorar sem que ninguém julgasse, e revelar-se onde ninguém estava a espreita. Logo pensou na coisa mais simples e bela que nesse mundo há para contemplar.
Mia adormeceu, sem que soubesse onde ia. Mas não havia motivo de se preocupar pois confiava-o com todas suas forças, não é a toa que sua mãe emprestou até o automóvel... 
- Linda! – Sussurrou de modos a que acordasse. – Boneca, chata, pessoa! – Chamou mais alto para que a irrita-se. – Vá la , acorda chegamos - disse um pouco mais rabugento. 
- Já? Onde estamos?- Mia finalmente respondeu abrindo os olhos lentamente, vendo como primeira imagem a face de Tiago. - O Carro? – Assustou-se pois reparou que a ultima coisa que lembrava é que  estava no automóvel a olhar para o telefone. 
Logo ele deita-se ao lado dela, relaxando todo corpo na areia morna, aquecida pelo sol do fim da tarde, enquanto que ela senta-se para ver onde está.
- Acertaste, era desse silencio que eu precisava - diz apreciando a beleza do mar e seus acompanhantes , a lua , céu, as estrelas e a bela brisa, e deitou-se logo encostando-se ao peito de Tiago.
- Sabes tu não és tão durão como pensas ser, tu até és uma coisa fofa – declara gozando com a masculinidade do rapaz, sem resposta alguma. – Como é que enches-me de conselhos sobre relacionamentos e não consegues ter um? – pergunta curiosa.
-Não queres falar sobre isso, e perguntas porquê?
- Talvez porque quero falar sobre isso – responde Mia ainda na mesma posição. –Sabes já tens 20 anos e nunca falaste-me sobre nenhuma garota que mexeu contigo, de ninguém que achas legal, e diferente, e já conheço-te desde os meus 13 anos, tinhas uns… acho que … deixa-me contar…  1… 2…
- Já começas com essas contas, tens muito gozo – diz interrompendo-a enquanto ela ria-se de como ele pronunciou a última palavra - O facto de ter ou não essa idade não determina o facto de eu ter ou não ter uma namorada… - informou-a - mas Mia essa conversa deixa para outro dia, deixa-me estar, fico ótimo contigo nos meus braços, e sem abrir a boca – diz rindo-se dela enquanto ela olhava-o com ar estúpido.
- Está bem, mas … posso falar sobre mim não posso? – pergunta de um jeito meigo, mostrando necessidade de revelar-se, de abrir-se.
- Diz lá o que queres me dizer, mas que não seja lamentações. – Responde sereno.
- Humm deixa para lá, só dizes isso quando não queres ouvir- diz ela, olhando triste para o amigo.
- Ya! É verdade - responde com tanta naturalidade fazendo-a desatar a rir.
Não tinham como ficarem zangados um com o outro, claro havia dias, mas esses eram poucos, pois já entendiam a personalidade um e do outro, e agradava-lhes a honestidade como lidavam com as coisas, sendo más ou boas. 
- Queres nadar? – Levanta-se rápido como se fosse fugir de algo, e olha para Tiago. - Quero nadar com roupa só vejo isso nos filmes – diz correndo já para água sem esperar resposta, sem temer nada e salta para água,  pulando feito doida, gritando, cantando, nadando um pouco, mas sobre tudo brincando com a água… claro Tiago não quis fazer essa besteira . Sentou-se com os joelhos encolhidos e com os ombros neles apoiado, olhando para a menina, a sua  bebezinha a brincar com água.
Sentiu algo vibrar perto dele, retirou a atenção da amiga e procurou o objecto. Reparou que Diego ligava para a Mia, e já era a terceira vez. Levantou-se sacudindo a calça e caminhou até a água. 
Mia jogava a água para o alto, emergindo seu corpo e saiu dele com um sorriso enorme nos lábios. Jogou água na sua direcção o que fez recuar um pouco e ela voltou a emergir e nadar para longe. Ela estava feliz, estava sorrindo de verdade. O telemóvel dela voltou a vibrar. A lua iluminando o corpo dela boiando, era possível ver que ela estava longe de lágrimas e decepções, de lamentações e porquês. Ela estava bem. Desligou o seu telemóvel e o dela. Jogou na areia , junto com cada peça de roupa que cobria seu corpo, estando apenas de boxer, mergulhou para fazer companhia a ela.
Já eram 23 horas, Mia estava toda ensopada, molhando o assento, enquanto o espertinho estava como se não tivesse feito a mesma coisa. 
Chegaram em casa, os dois eram vizinhos de bairro, viviam na mesma rua em casas não muito distante. 
O mundo parecia ser só deles naquela noite fizeram todo o tipo de brincadeira. Saíram do carro os dois, Mia decidiu que tinha de ser levada com uma princesa para dentro de casa, mas Tiago não era o príncipe, mas o cavalo, saltou para cima dele, para as suas costas exactamente, e andavam na direcção de casa agarradinhos. Quando Mia desce para abrir a porta com as suas chaves nas gargalhadas com o Tiago devido a ideia do amigo de fazer sons típicos de um cavalo. 
- Então é por isso que não atendias o telemóvel!? – Pergunta Diego com ar de desgosto e desilusão. 
Ela estava ali rindo alto, divertindo-se, enquanto ele sofria, quando ele decidiu por o orgulho de lado e tentar resolver, procurando uma maneira de tê-la de volta. E ali estava ela, com ele, feliz. 
- Diego!? – Assustou-se pois sabia que aquilo não era agradável para Diego, sabia que ele veria além do que era. Maçãs quando Tiago estava por perto, aos olhos dele eram veneno – Diego estas aqui muito tempo? – Pergunta Mia a ser interrompida pelo Tiago.
- Fica bem Mia já tens companhia, vejo-te amanhã - Diz Tiago fugindo da situação, pois não era segredo para ninguém que havia algo estranho entre ele e o Diego, rumores, meio verdadeiros pensava ele.
Diego olha para ele com raiva, mas sendo a pessoa que é decidiu não passar palavra a Tiago e permitiu que os deixasse a sós.
- Faz alguma diferença se estou aqui a muito tempo? – Perguntou frio. – Eu estava preocupado contigo… - falou olhando profundamente para ela. – Fique bem Mia, já está tarde, vou para casa. – Avisou enquanto que da boca dela não saia nem uma palavra, sentia-se culpada, nunca o tinha visto assim. 
- Diego! Amo-te lembra disso. – Avisa Mia sincera enquanto que ele ia embora sem olhar para trás.

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 Gostaram? Se sim comentem tá! Se não também comentem que a gente faz melhor no próximo.
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Recebemos muitos comentários positivos que nos deixaram eufóricas. 
Obrigada, voltem sempre!
XOXO!

11.2.14

Primeiro Capítulo - M.A.D

Parecia que o dia lá fora estava tão embaixo como ela. Além da preguiça, a tristeza não incentivava-a a levantar-se da cama.
Voltou a cobrir-se toda, encolheu-se por debaixo dos lençóis, fechou os olhos e deixou-se levar pelas recordações.

"Suas mãos grandes e fortes acariciavam os cabelos castanhos que recentemente ganharam mais cor, o chamado "ombré". Ele podia ter visto em imensas meninas, mas na sua estava biliões de vezes melhor.
- Ei! - viu a sua pequena estalar os dedos frente ao seu rosto - Mia chamando Diego! - disse com um sorriso enorme no rosto.
- Diego respondendo Mia - respondeu a namorada com a cara mais cômica provocando risos altos a morena.
- No que estava pensando? - questionou sentando-se no colo do rapaz  de frente.
- Que eu tenho a melhor namorada do Mundo - confessou - A mais bela, com o sorriso mais belo, a boca mais pequena do mundo - citou fazendo a menina corar de embaraço.
Alguns anos atrás ele podia dizer que aquilo era estúpido, era falso, nada demasiado bobo e romântico parecia ser real, mas como estava farto de ouvir " ele ainda não tinha conhecido a mulher", mas isso tinha sido no passado. Agora a sua credibilidade tinha mudado imenso, e a culpada não conseguia ficar mais 5 minutos sem ter o rosto da cor da polpa de tomate.
- E eu tenho o namorado mais mentiroso do mundo - disse gozando.
A cara de Diego fechou e logo começou a fazer cócegas na garota que no meio de gargalhadas implorava que parasse, mas havia uma regra entre os dois e um castigo pela falta de cumprimento dela. Cócegas para quem chama-se o outro de mentiroso.
- Para, por favor - dizia ofegante e igualmente histérica.
Seus pequenos lábios foram tomados suavemente pelos dele, iniciando um beijo que ela conhecia as sensações como também sabia onde os iria levar.
Sua mente ganhou vida quando sentiu as mãos fortes em sua perna, acariciando-as suavemente, provocando sensações boas, relaxantes e assustadoras.
Quando o beijo se intensificou pode perceber que ao contrário dela ele estava apreciando o momento, mas ela não era capaz disso, onde já sentia as mãos dele percorrendo suas costas sabia que o próximo passo era remover a camisola de mangas compridas que usava. Tinha sido Tiago que a tinha informado esses passos e ele também a tinha dito que ela não devia estar pensando.
Sentia medo, medo de não ser como imaginou, que se fosse arrepender, ou que ele não fosse o homem com quem ficaria o resto de sua vida ou até mesmo, que não fosse boa o suficiente para ele.
Quando a voz de Bruno Mars cantando Just the way you are tomou o silêncio que estava na sala, apesar de não ter força alguma comparando-se com Diego, conseguiu soltar-se rapidamente dos braços do namorado tão ofegante quanto ela.
- Tiago - disse atendendo o aparelho sem ter necessidade de ver o nome no ecrã.
Não era surpresa para Diego que se tratava do irmão postiço de Mia, se não fosse ele interrompendo, seria Mia que fugiria dele para ligar para o irmão. Tudo para ela era Tiago. Isso irritava-o, era ele antes dele. Tudo bem que ele já se conheciam muito antes, mas ele era o namorado.
- Tiago vem apanhar-me - avisou a menina com o rosto pálido e os lábios demasiado vermelhos.
- Sempre Tiago - resmungou baixo.
- Para Diego - pediu enquanto calçava  os tênis.
- Nem sequer comecei - disse meio alto - Talvez esse seja o problema eu nunca falei - disse mostrando toda sua irritação.
- Se parasses de ouvir os teus amigos, nem terias o que falar - disse ignorando o tom de voz que ele usava.
- Porquê? Começo a pensar que eles estejam certos - disse fulo - Sempre que a gente está numa boa, você sai correndo para ir ter com ele - falou.
- Você chama estar numa boa quando está quase comendo-me? - perguntou mudando o tom.
- Mia  isso é o que os namorados fazem, quase se comem ou comem-se depois de certo tempo de namoro - falou para namorada - E não saiem correndo para ir ter com melhores amigos no meio - avisou.
- Então tudo se te trata de comeres-me? - perguntou confusa e sentindo as lágrimas surgirem em seus olhos
- Não começa com a Porra desse teu meio de escapatória que já me fartei - gritou - O problema sempre foi e será o teu melhor amigo, essa mania de sempre fugires quando tudo que eu mais quero é que fiques - disse furioso.
- Acho que não deves mais preocupar-te mais com Tiago  e minhas fugidas - disse contendo as lágrimas e a vontade de gritar que tinha.
- Eu sabia que irias compreender - disse aliviado usando o tom normal.
- Liga para a Mônica ou a Lili, acho que elas obviamente não vão fugir quando tudo o que quiseres é que elas fiquem - avisou-o com uma determinação que ela não sabia ter - Tiago já deve estar esperando por mim - disse olhando rapidamente para o telefone.
- Estás a ser estúpida- despejou.
- Hoje será a última vez que serei - disse perdendo a determinação - Tens mesmo que matar o atraso - falou.
- Eu não preciso matar atraso - falou entendendo o caminho onde Mia levava a conversa.
- Teu querido e tão adorável amigo que tu fazes tanta questão de ouvir não diz o mesmo - falou.
- Eu já disse que espero - dizia entrando em desespero - O assunto não é sexo e sim Tiago - falou.
- Errado o assunto é Tiago interrompendo o nosso quase sexo - falou.
O rapaz suspirou de frustração, aquilo era cansativo, aquele tema era cansativo, não era fácil esperar, mas ele esperaria por ela. Quando ela estivesse pronta ele estaria lá.
Mas o problema para ela  era o porquê que não se encontrava pronta, pronta para ele. Ele estava certo ela sempre fugia, quando via a sede de domá-la em seus olhos e ao contrário dele ela não tinha ninguém além de Tiago e sua mãe que muito provavelmente apoiaria a sua decisão . Mas eles estavam juntos a imenso tempo, ela gostava imenso dele, se ele era o rapaz certo, porque não estava preparada. Ela devia estar se ele é o rapaz certo.
- Não vou mentir dizendo que não quero, dizendo que não fico fulo quando tenho que ir tomar um banho gelado, mas eu esperarei - confessou acariciando o rosto pequeno e delicado da morena dos olhos de mel.
- Você já não precisa esperar - disse retirando a mão dele de seu rosto - Nem de banhos gelados, nem de se irritar por eu fugir  - falou - Já não irei fugir- avisou -- Estou indo embora - informou-o exactamente no momento que seu telemóvel voltou a tocar. "

As lágrimas corriam por seu rosto velozmente. Tinha sido ela que tinha tomado aquela decisão, não havia razão para chorar tanto, ele sim. Ele tinha.
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Olá pessoal! Cá vai o primeiro! 
Obrigada por Comentarem e pelas Visualizações. 
Espero que Gostem 
XOXO